O novo mecanismo de remuneração dos acionistas da EDP Renováveis (EDPR), com ‘scrip dividend’, ou seja, a substituição de dividendos por ações, será executado através de um aumento de capital, adiantou o grupo numa nota ao mercado.
Numa convocatória, publicada na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDPR informou que vai propor aos acionistas, na próxima assembleia-geral (AG) do grupo, no dia 04 de abril, um “mecanismo de remuneração dos acionistas através de um ‘scrip dividend’.
Este ‘scrip dividend’ será executado através de um aumento de capital social por incorporação de reservas, num montante determinável, através da emissão de novas ações ordinárias com valor nominal de cinco euros, sem prémio de ação, da mesma classe e série que as atualmente emitidas, incluindo uma disposição para a aceitação incompleta das ações a emitir no aumento do capital social, destacou.
A empresa já tinha anunciado que ia avançar com este programa, sendo que, no dia 27 de fevereiro, o Conselho de Administração da EDPR disse que ia propor aos acionistas, em assembleia-geral, a substituição do dividendo ordinário referente a 2022 por um programa de remuneração flexível, com uma distribuição máxima de 275 milhões de euros.
Na convocatória para a AG, que se irá realizar em Madrid, onde fica a sua sede, a EDPR disse que os acionistas irão ainda analisar os documentos referentes às contas e gestão de 2022.
Será ainda colocada a debate a ratificação da nomeação como diretora independente de Cynthia Kay Mc Cal, lê-se no documento.
A EDPR irá também apresentar um acordo-quadro de financiamento entre a EDP Renováveis e a EDP Energias de Portugal e a delegação de competências ao Conselho de Administração para a execução e desenvolvimento do acordo-quadro.
Os acionistas da EDPR deverão ainda apreciar a atualização “da política de remunerações dos administradores da EDP Renováveis, S.A. para o período 2023-2025” e alterações aos estatutos.














