Bao Fan, presidente e CEO da China Renaissance Holdings, com sede em Pequim, está desaparecido, alertou o banco, que revelou não ter informações adicionais sobre o paradeiro de Fan, que assim integra uma série recente de desaparecimentos de executivos de alto perfil na China em condições misteriosas.
O China Renaissance, banco de investimento chinês, “não conseguiu entrar em contacto” com Fan, segundo o comunicado apresentado na Bolsa de Valores de Hong Kong. “A direção não tem conhecimento de qualquer informação” que indique que o desaparecimento de Ban esteja relacionado com os negócios da empresa, que viu as ações caírem até 50% esta sexta-feira.
Não é o primeiro caso na China do desaparecimento de figuras proeminentes da sociedade. O bilionário Guo Guangchang, da Fosun International, desapareceu em 2015 para ressurgir alguns dias volvidos – segundo apontou a ‘BBC’, Guo terá ajudado funcionários do Governo numa investigação não especificada durante a sua ausência. Também Ren Zhiqiang, que fez fortuna através de propriedades imobiliárias, esteve desaparecido durante vários meses depois de se ter manifestado contra o líder chinês, Xi Jinping, em 2020: mais tarde, foi condenado a 18 anos de prisão após ter sido acusado de corrupção.
Um dos casos mais mediáticos foi Xiao Jianhua, um dos homens mais ricos da China, que desapareceu de um quarto de hotel em Hong Kong em 2017 – há relatos de que terá sido sequestrado por agentes de Pequim, tendo em 2022 sido condenado a 13 anos de prisão. Jack Ma, bilionário fundador do site Alibaba, desapareceu durante vários meses depois de criticar o sistema regulatório financeiro chinês, tendo reaparecido em Tóquio em 2022. Por último, o Seazen Group, empresa de investimentos chinesa, relatou o desaparecimento recente do vice-presidente Qu Dejun.














