A Associação Business Roundtable Portugal (BRP) e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) anunciaram o lançamento do programa INOV CONTACTO REVERSE, uma iniciativa que vai permitir às empresas portuguesas oferecer estágios em Portugal a jovens estrangeiros que completam o seu mestrado em Portugal.
O projeto piloto, que avança no primeiro semestre deste ano, com o apoio da FEUP, envolvendo 12 estágios e 10 empresas da Associação BRP, pretende reforçar a disponibilidade de quadros internacionais, e contribuir para fortalecer as competências e visão internacional destas organizações, e também para reverter o “inverno demográfico” que o país atravessa.
As entidades responsáveis pelo programa INOV CONTACTO REVERSE, consideram que a presença de talento internacional nas empresas irá contribuir para uma capacitação das equipas locais com conhecimento das dinâmicas e cultura do mercado do país de proveniência desses talentos, possibilitando-lhes um maior potencial de expansão do negócio nesses mesmos mercados.
No futuro, os participantes poderão representar ativos importantes no contexto em que regressam ao país de origem, mas mantêm o vínculo com a empresa.
O programa arranca já no primeiro semestre deste ano com um projeto piloto, juntamente com a FEUP, que prevê a realização de estágios remunerados de 6 meses, em contexto real de trabalho.
“O novo programa INOV CONTACTO REVERSE é uma iniciativa que é construída sobre o sucesso de um programa de referência da AICEP, o Inov Contacto, que ao longo dos seus 25 anos tem alcançado resultados assinaláveis quer ao nível do impacto na competitividade das empresas, quer da passagem à vida ativa e progressão na carreira dos jovens que têm integrado esta iniciativa”, explica o Presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, acrescentando que este tem todo o potencial para se tornar num novo instrumento relevante para a promoção do crescimento empresarial e da internacionalização da economia portuguesa.
De acordo com Vasco de Mello, Presidente da Associação BRP, “a concretização deste programa vai possibilitar às pequenas e médias empresas portuguesas, mas também às grandes, aprofundar o seu conhecimento em mercados estrangeiros estratégicos para estas, facilitando o seu processo de expansão internacional”, sublinhando que são as empresas maiores que produzem mais, pagam melhores salários e proporcionam mais oportunidades de crescimento e desenvolvimento aos seus colaboradores.
Filipe de Botton, membro da Associação BRP e líder do Grupo de Trabalho da Globalização, diz que “existe atualmente em Portugal uma dificuldade em aceder a talento qualificado. Olhámos para os 70 mil jovens estrangeiros a estudar nas nossas universidades como uma oportunidade para reter esse fator de qualidade no país que eles escolheram para o seu mestrado. Tal retenção irá criar competências, fazer crescer, mas também acelerar a globalização do nosso tecido empresarial, no sentido de tornar as PME maiores e mais competitivas”.
Já Rui Calçada, Diretor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, refere que “a FEUP apoia desde o primeiro momento e com entusiasmo esta iniciativa, ciente da mais-valia para as empresas da diversidade e competências da sua comunidade internacional de estudantes”.













