O pior terramoto que abalou a Turquia em quase um século deixou um rastro de destruição que pode custar a Ancara até 78,67 mil milhões de euros, segundo um estudo da Confederação Empresarial da Turquia, uma valor mais elevado do elaborado pelo Governo turco, que estimou o valor em mais de 46,77 mil milhões de euros.
O número combinado de mortos na Turquia e na Síria, desde o terramoto de magnitude 7.8 na Escala de Richter, aproximou-se de 36 mil e promete aumentar, uma vez que o foco da resposta humanitária mudou de resgatar sobreviventes presos sob os escombros para fornecer abrigo, comida e atendimento psicossocial.
Assim, o relatório da Confederação Empresarial da Turquia estimou os custos em 78,67 mil milhões de euros, dos quais 66,23 mil milhões relacionados com reparação de milhares de casas, 9,73 mil milhões com a perda de receita nacional e 2,71 mil milhões de euros com a perda de dias de trabalho. Entre a fatura mais pesada está a reconstrução de casas, linhas de transmissão e infraestrutura, além de atender às necessidades de abrigo de curto, médio e longo prazo aos centenas de milhares de pessoas que ficaram desabrigadas.
O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, garantiu que o Estado vai concluir a reconstrução habitacional dentro de um ano e que o Governo está a preparar um programa para “fazer o país levantar-se novamente” – cerca de 13,4 milhões de pessoas vivem nas 10 províncias atingidas pelo terramoto, cerca de 15% da população da Turquia, e responsável por cerca de 10% do PIB turco. Os economistas e autoridades estimaram que o terramoto vai reduzir o crescimento económico em até dois pontos percentuais neste ano.













