A UE prepara o 10º pacote de sanções à Rússia, na sequência da invasão da Ucrânia, que terá especial ênfase na área finaceira, restrições comerciais e a proibição de cidadãos russos de servirem em conselhos de administração de empresas críticas de infraestruturas europeias, como redes elétricas, segundo revelou esta segunda-feira o jornal ‘POLITICO’ – a Comissão Europeia deve incluir novas sanções contra quatro bancos russos, incluindo o maior privado do país, o Alfa-Bank, fundado pelo multimilionário russo-israelita Mikhail Fridman.
Na mira estão cerca de 130 entidades e pessoas, que incluem líderes militares russos, oficiais instalados pela Rússia nos territórios ocupados na Ucrânia e jornalistas que trabalham para meios de comunicação estatais russos – igualmente, empresas e indivíduos de outros países com ligações ao esforço de guerra do Kremlin ou do grupo paramilitar Wagner, assim como o Irão, acusado de vender drones e componentes para as forças armadas de Vladimir Putin.
Segundo as autoridades europeias, a UE está a preparar proibições comerciais às importações de borracha e asfalto russos, assim como as exportações para a Rússia de mercadorias europeias, incluindo camiões, outros veículos pesados, máquinas de construção, bombas e outros equipamentos para o sector da construção: vão estar incluídas proibições adicionais de exportação de componentes eletrónicos que a Rússia pode usar para fabricar armas.
No entanto, não está claro que os diamantes vão entrar no paote de sanções – a Bélgica, cuja cidade portuária de Antuérpia é o centro global para o comércio de diamantes, tem trabalhado com a Comissão Europeia e o G7 num sistema internacional de rastreabilidade de diamantes russos. O primeiro-ministro belga, Alexander de Croo, está sob pressão política doméstica para incluir a proibição de diamantes russos no 10º pacote de sanções.
Há também uma empresa de navegação com sede no Dubai, suspeita de ajudar a Rússia a contornar as sanções às exportações de petróleo – acredita-se que a empresa tenha comprado vários petroleiros russos, sem permissão para transportar petróleo devido às sanções internacionais. Mas, com nova bandeira, pode fazer circular petróleo novamente.














