A XTB está a acompanhar aos indicadores sobre a economia portuguesa, nomeadamente a inflação, índice do consumidor, produção industrial, PIB, desemprego e os novos dados sobre o crédito bancário em Portugal.
Assim, sublinham essencialmente no seu novo relatório que:
– Portugal é o país da Zona Euro que tem a pior remuneração para depósito bancário;
– As empresas pediram empréstimos bancários em dezembro no valor mais alto desde Junho de 2020;
– Renegociação dos contratos de crédito habitação mais altos dos últimos 12 meses.
Num comentário enviado à ‘Executive Digest’, a corretora destaca que “não é de admirar que as taxas de poupança sejam tão baixas em Portugal neste momento, pois a remuneração de depósitos a prazo não reflete as taxas de juro sinalizadas pelo BCE nem pelos outros parceiros da Zona Euro. Neste momento, colocar o capital no banco daria em média 0.35% ao ano, com inflação que temos, nem daria para cobrir um décimo do seu valor”.
Os analistas dizem ainda que “o facto de Portugal ser o país com menor literacia financeira da Europa leva-o também a ser o país que tem a taxa de remuneração dos depósitos a prazo mais baixa”, na opinião dos analistas. Além disso, “o facto dos portugueses preferirem investimentos sem risco tradicionais leva a que o montante total de depósitos bancários em Portugal continue alto, desincentivando os bancos a aumentarem as suas taxas de juro para depósitos”.
Neste momento, a taxa de remuneração média em Portugal situa-se nos 0.35%, já no caso francês (1º da lista da Zona euro) encontra-se nos 2.29%. Esta diferença “é abismal, quando ambos os países têm a mesma moeda”, referem. Adicionalmente, os bancos podem usar este mecanismo para gerar mais lucros e precaver-se de eventuais problemas macroeconómicos que a economia portuguesa possa incorrer, afirmam.
Destacam também que o arrefecimento económico já se começa a sentir nas empresas, “atingimos o máximo de pedidos de empréstimos bancários desde Junho de 2020, montante que ultrapassa os 3.3 mil milhões de euros” . Por enquanto, estes empréstimos farão com que o desemprego se mantenha estável, mas “não sabemos quando este ciclo poderá terminar”, referem, avisando para o facto de que “continuaremos com uma economia mais alavancada e isso envolve mais riscos para o futuro”.













