O ChatGPT tem sido o grande tema dos últimos dias no que diz respeito à tecnologia de Inteligência Artificial (IA), bem como as apostas já anunciadas de outras empresas, como a Google ou a Apple criarem a sua ferramenta semelhante. Com este sucesso, sabe-se agora que a tecnologia mais famosa do mundo pode por em perigo algumas profissões.
O Business Insider realizou uma investigação para apurar quais são as profissões que estão mais vulneráveis com a ascensão de sistemas de IA e concluiu que existem essencialmente 10 profissões em perigo. Saiba quais são:
- Programadores – (Codificadores, programadores de computador, engenheiros de software, analistas de dados) – Tecnologias avançadas como o ChatGPT podem produzir código mais rápido que os humanos, o que significa que o trabalho pode ser concluído com menos funcionários, segundo Mark Muro, membro sénior do Brookings Institute que investigou o impacto da IA na força de trabalho americana. Alguns investigadores ainda acreditam que a ideia pode ser a IA ajudar os programadores, mas existe o risco de levar à sua total substituição;
- Jornalistas e criadores de conteúdo – (publicidade, criação de conteúdo, redação técnica, jornalismo) – As ferramentas de IA são capazes de ler, escrever e compreender bem os dados baseados em texto, logo substituir este tipo de trabalhos não deverá ser um problema. A indústria dos media já está a começar a experimentar o conteúdo feito com recurso IA. O site de notícias de tecnologia CNET usou uma ferramenta de IA semelhante ao ChatGPT para escrever dezenas de artigos – embora o editor tenha feito várias correções – e o BuzzFeed anunciou que vai passar utilizar uma tecnologia do criador do ChatGPT para criar novas formas de conteúdo;
- Assistentes legais – Assim como as funções dos media, os empregos no setor jurídico, como assistentes jurídicos, são responsáveis por consumir grandes quantidades de informação, sintetizando o que aprenderam e tornando-o perceptível através de um resumo ou opinião legal, que é algo que a IA pode fazer. Apesar disso, algumas informações dependem do julgamento humano e isso é algo que a IA ainda não consegue fazer;
- Analistas de mercado – A IA é boa para analisar dados e prever resultados, por esse motivo, os analistas de mercado podem ser suscetíveis a mudanças impulsionadas por esta tecnologia. Estes profissionais, analisam dados, identificam tendências e usam-nas em campanhas de marketing ou publicidade. Algo que o IA pode perfeitamente fazer;
- Professores – De acordo com Pengcheng Shi, reitor associado do departamento de computação e ciências da informação do Rochester Institute of Technology, os professores deviam estar mais preocupados com a extinção do seu emprego do que os alunos utilizarem IA nos testes. O ChatGPT “já pode facilmente dar aulas”, disse Shi ao New York Post;
- Analistas financeiros – Como os analistas de pesquisa de mercado, analistas financeiros, consultores financeiros pessoais e outros trabalhos em finanças pessoais que exigem a manipulação de quantidades significativas de dados numéricos podem ser afetados pela IA;
- Corretores – Shi, do Instituto de Tecnologia de Rochester, também disse ao New York Post que certos cargos em Wall Street podem estar em risco. “Num banco de investimento, as pessoas são contratadas depois da faculdade e passam dois, três anos a trabalhar como robôs e a fazer documentos em Excel – uma ferramenta de IA pode fazer isso”, sublinha;
- Designers gráficos – Numa publicação da Harvard Business Review de dezembro, três professores destacam o DALL-E, uma ferramenta de IA que pode gerar imagens em segundos, com um potencial disruptor da indústria de design gráfico. “Melhorar a capacidade de milhões de pessoas criarem e manipularem imagens vai ter um impacto profundo na economia” e sublinham que “estes avanços recentes em IA certamente vão dar início a um período de dificuldades e dor económica para alguns cujos empregos são diretamente impactados e que têm dificuldade em se adaptar”;
- Contabilistas – A contabilidade é geralmente vista como uma profissão estável, mas mesmo os funcionários desse setor podem estar em risco. “A tecnologia ainda não retirou o trabalho a todos os contabilistas, mas tira algumas pessoas do mercado”, apontou Brett Caraway, professor associado do Instituto de Comunicação, Cultura, Informação e Tecnologia da Universidade de Toronto, na Global News Radio 640, de Toronto, na semana passada. Acrescentou ainda que o “trabalho intelectual” em particular pode estar ameaçado, destacando os contabilistas como uma das principais vítimas.
- Apoio ao cliente – Muitas vezes quando se liga para uma linha de assistência técnica já somos atendidos por um robô, a tendência será cada vez mais observar-se este fenômeno. Um estudo de 2022 da empresa de pesquisa tecnológica Gartner previu que os chatbots serão o principal canal de atendimento ao cliente para cerca de 25% das empresas até 2027 .














