Consulados e instituições ocidentais fecham em Istambul devido ao risco de ataques terroristas

Diversos países ocidentais alertaram, na passada quarta-feira, os respetivos cidadãos residentes na Turquia para um elevado risco de um ataque em Istambul, depois da queima de exemplares do Corão em alguns países europeus por grupos de extrema-direita

Francisco Laranjeira

Vários consulados e instituições em Istambul fecharam esta quinta-feira as portas devido ao risco de ataques após a queima de cópias do Corão em várias cidades europeias – entre as instituições, constam uma escola francesa ou o Instituto Cervantes, de Espanha. O Ministério do Interior turco assegurou que não detetou qualquer sinal que esteja a ser preparado um ataque e que se trata de uma “guerra psicológica contra a Turquia” num ano em que o país aspira receber 60 milhões de turistas.

O centro escolar francês Pierre Loti, que vai ficar fechar durante dois dias, fica localizado no bairro de Beuoglu, em Istambul, onde estão também localizadas várias igrejas e edifícios consulares de diversos países ocidentais – a zona já foi alvo de ataques terroristas no passado.



Diversos países ocidentais alertaram, na passada quarta-feira, os respetivos cidadãos residentes na Turquia para um elevado risco de um ataque em Istambul, depois da queima de exemplares do Corão em alguns países europeus por grupos de extrema-direita. “Em linha com a prudência e segurança com os principais países da UE face a suspeitas de ameaças terroristas, o Consulado Geral de Espanha em Istambul e o Instituto Cervantes foram encerrados ao público durante esta semana”, informou a embaixada de Espanha em Ancara.

Os Estados Unidos foram o primeiro país a emitir um alerta, sublinhando que “após as recentes queimas do Corão na Europa, o Governo americano alertou os seus cidadãos sobre possíveis ataques retaliatórios de terroristas contra locais de culto na Turquia”.

Nos últimos dias, grupos de extrema-direita na Suécia, Dinamarca e Países Baixos queimaram publicamente ou vandalizaram cópias do Corão, o livro sagrado muçulmano.

A comunidade arménia também alertou os seus membros sobre a chegada à Turquia de terroristas do grupo jihadista Estado Islâmico e recomendou o cancelamento dos atos das congregações religiosas por três meses, além de “outras precauções”.

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