“A violência no consulado foi inaceitável”. China retira seis diplomatas do Reino Unido depois de agressão a manifestante

A China retirou seis diplomatas do Reino Unido dois meses após a agressão a um manifestante pró-democracia de Hong Kong ter sido espancado dentro do consulado chinês em Manchester.

Beatriz Maio

A China retirou seis diplomatas do Reino Unido dois meses após a agressão ao manifestante pró-democracia de Hong Kong Bob Chan ter sido espancado dentro do consulado chinês em Manchester, informou o Ministro dos Negócios Estrangeiros James Cleverly.

Entre eles está cônsul-geral Zheng Xiyuan que negou ter agredido Bob Chan e, tal como os restantes, não será julgado pelas autoridades britânicas sobre o incidente ocorrido a 16 de outubro.



O Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Reino Unido James Cleverly disse estar “desapontado” com os diplomatas frisando que “a violência no consulado da China em Manchester foi inaceitável”. Também a presidente do Comité dos Negócios Estrangeiros dos Comuns Alicia Kearns pronunciou-se sobre o ataque acusando os diplomatas de terem “fugido do Reino Unido como cobardes”.

Embora a Polícia de Manchester tivesse intenção de interrogar os funcionários, não chegou a ser possível mesmo existindo fotografias que comprovam a sua relação com a agressão. Perante as provas, Zheng Xiyuan afirmou estar “apenas a tentar proteger os seus colegas” acrescentando que é o “o seu dever”.

De forma a permitir interrogatório policial, o ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido solicitou a Pequim o levantamento da imunidade diplomática dos indivíduos, até ao dia de hoje.

“Em resposta ao nosso pedido, o governo chinês retirou agora do Reino Unido esses funcionários, incluindo o próprio cônsul-geral”, divulgou Cleverly reiterando: “Isto demonstra que a nossa adesão ao Estado de direito e a seriedade com que encaramos estes incidentes, teve efeito. Continuaremos a respeitar o Estado de direito e esperamos que os outros façam o mesmo”.

Apesar de a Convenção de Viena permitir aos Estados que removam membros consulares a qualquer altura, o MNE do Reino Unido não considera esta medida suficiente e lamenta que os funcionários “não enfrentem a justiça”.

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