Grécia congela bens de Eva Kaili, vice-presidente do Parlamento Europeu

A Grécia decidiu congelar bens no país pertencentes à vice-presidente do Parlamento Europeu, Eva Kaili, como consequência de uma investigação levada a cabo pelas autoridades belgas sobre branqueamento de capitais e corrupção no parlamento.

Beatriz Maio

A Grécia decidiu congelar bens pertencentes à vice-presidente do Parlamento Europeu, Eva Kaili, e aos seus familiares mais próximos no país, como consequência de uma investigação levada a cabo pelas autoridades belgas sobre branqueamento de capitais e corrupção no parlamento.

Na sequência deste processo, a vice-presidente do Parlamento Europeu e três outras pessoas ficaram em prisão preventiva, incluindo o seu companheiro o italiano Francesco Giorgi, acusadas de “participação numa organização criminosa, branqueamento de capitais e corrupção”, segundo revelaram os procuradores num comunicado citado pela agência Reuters.



Esta medida, ordenada pelo chefe da Autoridade de Combate ao Branqueamento de Capitais e procurador adjunto da Supremo Tribunal grego, Jaralabos Vurliotis, com a justificação de que possam ser provenientes de atividades ilegais, foi já comunicada às instituições bancárias gregas e às autoridades estatais.

O Parlamento Europeu divulgou, no passado fim de semana, que Kaili está suspensa das suas funções, decisão da presidente do Parlamento Europeu Roberta Metsola, tendo também sido expulsa do partido socialista grego PASOK. Perante esta decisão e as acusações, o gabinete da socialista grega Kaili ainda não prestou nenhum esclarecimento.

Na sexta-feira, foram realizadas pelo menos 16 buscas domiciliárias pela polícia de Bruxelas devido a suspeitas que levaram a que o pai de Kaili fosse detido em flagrante num hotel com 600 mil euros em dinheiro, com os quais ia fugir. Foram também encontrados 150 mil euros em malas numa busca realizada na casa de Kaili em Bruxelas, de acordo com meios de comunicação gregos.

A investigação, que decorre há vários meses, aponta para que o Qatar possa estar a “influenciar decisões económicas e políticas no Parlamento Europeu”.

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