Rússia vai retaliar imposição de preço limite ao barril de petróleo pela UE: proibição de exportação está em cima da mesa

Na semana passada, os países da UE concordaram com um teto de preço para o petróleo russo em 60 dólares por barril: a restrição entrou em vigor a 5 de dezembro último, assim como a proibição do fornecimento de petróleo russo por via marítima aos países da UE

Francisco Laranjeira

A Rússia vai considerar três possibilidades como retaliação ao limite de 60 dólares por barril imposto pela União Europeia, pelo G7 e pela Austrália para o petróleo bruto russo, que podem passar pela proibição de exportação não apenas aos países que apoiaram a medida para também aos países “neutros” que exigiram esse teto. A restrição também se aplica à aquisição de matérias-primas russas através de países intermediários – a imposição de um desconto máximo é também uma opção.

“Estão a ser consideradas várias opções. Depois de ter sido tomada uma decisão, ela será tornada pública”, garantiu Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, esta quarta-feira, sem no entanto precisar os detalhes.



Segundo o jornal económico russo ‘Vedomosti’, as opções seriam discutidas numa reunião, na próxima 3ª feira, entre Vladimir Putin e as companhias de petróleo: as decisões seria depois incluídas num decreto presidencial, possivelmente antes do final de 2022.

Na semana passada, os países da UE concordaram com um teto de preço para o petróleo russo em 60 dólares por barril: a restrição entrou em vigor a 5 de dezembro último, assim como a proibição do fornecimento de petróleo russo por via marítima aos países da UE.

O Kremlin já garantiu que Moscovo não iria aceitar a introdução de um limite para os preços do petróleo russo. Segundo Peskov, “já foram feitos os preparativos” para esta decisão.

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