“Temos em Portugal um problema crónico: um afluxo excessivo de pessoas às urgências”, sublinha ministro

Manuel Pizarro garantiu que a situação nos hospitais portugueses “é muito melhor” do que há oito dias

Francisco Laranjeira

“Hoje, a situação nos hospitais portugueses é muito melhor do que a que existia na segunda-feira da semana passada”, garantiu esta segunda-feira o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, à margem da conferência ‘A Saúde Mental no Pós-Pandemia – Estigma e Combate’.

“Hoje as coisas estão a correr francamente melhor. Os profissionais têm-se esforçado muito. Os médicos, enfermeiros e os outros profissionais têm feito um grande esforço e a verdade é que, no geral, os portugueses estão a ser muito bem atendidos nos hospitais públicos”, assegurou o responsável, admitindo no entanto “dificuldades” que são preciso superar.



O vídeo do Hospital Garcia da Orta, que deu conta da existência de longas filas de espera, foi classificado por Manuel Pizarro como uma “falsificação”. “Reajo sempre com tristeza à notícia de que num ou noutro hospital estamos com dificuldades no atendimento. Mas eu também devo dizer que nós não podemos confundir isso com a situação geral dos serviços de saúde.”

“Temos em Portugal um problema crónico com as urgências: temos um afluxo excessivo de pessoas às urgências. A culpa é das pessoas? Não acho que seja. Acho que a responsabilidade é da maneira como organizamos o sistema, que oferece poucas alternativas”, apontou o ministro, que lembrou a “abertura de centros de saúde com horários complementares: ao início da noite ou com horários ao fim de semana. Temos já 176 centros de saúde […] que estão abertos para além do horário, e temos a expetativa de que esta e outras medidas ajudem a minorar o afluxo excessivo às urgências”.

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