Jair Bolsonaro e o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, pediu a anulação de votos feitos em cinco modelos de urnas utilizadas nas últimas eleições presidenciais, segundo avançou a ‘CNN Brasil’ – o ainda presidente do Brasil apresentou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que “houve desconformidades irreparáveis de mau funcionamento” nesses modelos.
O Partido Liberal citou ainda uma auditoria feita pelo Instituto Voto Legal, que constatou “evidências contundentes de mau funcionamento de urnas eletrónicas”. “Nessas urnas infelizmente encontrámos um número inválido”, o que indica “um indício muito forte de mau funcionamento da urna”, o que “gera incerteza”, revelou Carlos Rocha, engenheiro responsável pela auditoria.
O responsável apontou que “se decobriu existirem urnas que travaram e foram desligadas no mesmo período de votação e ligadas outra vez”, o que representa “uma violação do sigilo do ato de votar”. “Todas as urnas dos modelos de fabrico UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015 apontaram um número idêntico de LOG, quando, na verdade, deveriam apresentar um número individualizado de identificação”, pôde ler-se no relatório – em causa estão 352.125 urnas.
“Apenas as urnas eletrónicas modelo UE2020 geraram arquivos LOG com o número correto do respetivo código de identificação”, revelou o Partido Liberal: são 224.999 urnas dste modelo específico, o que representa 40,82% do total. A anulação das restantes urnas, caso seja a decisão do tribunal, pode implicar que Bolsonaro seja o vencedor da eleição perdida para Lula da Silva.







