“Do tamanho de um tubarão-branco”: Nova espécie de tartaruga-gigante descoberta em Espanha

Uma espécie de tartaruga-gigante, até agora desconhecida e que, segundo os cientistas “seria do tamanho de um tubarão-branco” vivia nos oceanos da Terra há 80 milhões de anos. Seria uma das maiores tartarugas que alguma vez viveu, com mais de 3,5 metros de comprimento, e pesava cerca de duas toneladas.

Pedro Gonçalves

Uma espécie de tartaruga-gigante, até agora desconhecida e que, segundo os cientistas “seria do tamanho de um tubarão-branco” vivia nos oceanos da Terra há 80 milhões de anos. Seria uma das maiores tartarugas que alguma vez viveu, com mais de 3,5 metros de comprimento, e pesava cerca de duas toneladas.

Esta nova espécie foi descoberta após vestígios deste animal terem sido desenterrados a sul dos Pirenéus, em Espanha. Os investigadores encontraram a pélvis do animal fragmentada, mas completa, e partes da carapaça do gigantesco réptil.



Segundo os cientistas, este fóssil data do período Campaniano, entre 83.6 e 72.1 milhões de anos atrás. Foi dado o nome de Leviathanochelys aenigmatica à nova espécie de tartaruga-gigante descoberta.

É a maior tartaruga marinha alguma vez descoberta na Europa e, segundo Angel Lujan, da Universidade Autónoma de Barcelona, um dos cientistas responsáveis pela descoberta, “é uma das maiores tartarugas descobertas em todo o mundo”, só ficando atrás da espécie Archelon, que viveu no continente norte-americano.

“O tamanho grande do corpo terá sido devido a uma evolução em resposta às condições específicas dos mares dos arquipélagos europeus no período Cretáceo”, adianta o cientista.

“A descoberta deste nova gigantesca e bizarra Leviathanochelys [bizarra por apresentar uma protuberância na pélvis não verificada habitualmente nas tartarugas], a partir de depósitos marinhos do Campaniano Médio encontrados a sul dos Pirenéus, que rivaliza em tamanho com a Arquelon, dá novo conhecimento sobre a diversidade de tartarugas marinhas e como o fenómeno do gigantismo nestes grupos também ocorreu na Europa”, considera o responsável espanhol.

“Esta investigação indica que o gigantismo nas tartarugas marinhas desenvolveu-se de forma independente em linhagens diferentes, na América do Norte e na Europa”, destaca o investigador.

A descoberta da Leviathanochelys aenigmatica foi publicada na revista científica Scientific Reports.

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