“Consultas, exames e cirurgias canceladas. Até centros de saúde fechados”: Sindicatos admitem problemas no SNS com a greve de dia 18

À Multinews, os dirigentes destas estruturas sindicais alertam que esta sexta-feira poderá ser de grandes condicionamentos no Serviço Nacional de Saúde, aconselhando a população a “estar preparada” para eventual cancelamento de consultas, exames e cirurgias, ou até para a possibilidade de alguns centros de saúde estarem encerrados.

Pedro Gonçalves

A greve da Função Pública de dia 18 contará com a participação, entre outros da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP). À Multinews, os dirigentes destas estruturas sindicais alertam que esta sexta-feira poderá ser de grandes condicionamentos no Serviço Nacional de Saúde, aconselhando a população a “estar preparada” para eventual cancelamento de consultas, exames e cirurgias, ou até para a possibilidade de alguns centros de saúde estarem encerrados.

Noel Carvalho, da FNAM explica à Multinews que foi feito um pré-aviso de greve para que a população afetada possa tomar medidas. “Há motivos mais do que suficientes para o protesto, mas não será nos mesmo moldes de greves ‘mais específicas’ dos médicos, nomeadamente em termos de adesão. No entanto, o dirigente diz que “podem haver surpresas” até porque “há muito descontentamento entre os profissionais do setor.



O dirigente afirma que é provável que haja muitos serviços e valências nos hospitais afetados, consultas e exames cancelados, ou centros de saúde encerrados. “Faz parte do razoável”, afirma e explica: “Pode haver problemas, até porque no SNS, como sabemos, funciona tudo no limite e sem qualquer margem, a mínima disrupção, como é o caso, há efeitos.”

“Consultas, procedimentos cirúrgicos, todo o outro tipo de atividades sob as quais não incidam serviços mínimos, como é o caso de tratamentos de quimioterapia ou serviços de urgências”, enumera o responsável sobre os serviços que poderão ser afetados. “De resto, não há margem para esse trabalho, adianta o responsável, que também admite que centros de saúde possam encerrar.

Enfermeiros alertam que mais três dias de greve em novembro vão afetar serviços
Guadalupe Simões, dirigente do SEP, recorda que os enfermeiros estarão em greve também nos dias 17, 22 e 23 de novembro. “Há uma série de injustiças não resolvidas, nomeadamente reclamamos o pagamento diferente de retroativos”, explica a dirigente, referindo que o descongelamento de carreiras dos enfermeiros e os retroativos desde início do ano, aprovados pelo Governo, não são suficientes.

Para este dias de paralisação, Guadalupe Simões diz que “a expectativa de adesão é que seja sempre equivalente ao descontentamento demonstrado pelos profissionais”, que, sublinha a responsável, “é grande”.

“Nos dias de greve dos enfermeiros é expectável condicionamentos nos serviços onde não há obrigatoriedade para os enfermeiros irem trabalhar”, explica, enumerando que os mais afetados serão “os cuidados de saúde primários”, “consultas e exames”.

“Os pré-avisos de greve foram enviados para que se reprogramassem os atos médicos afetados”, garante. Para dia 18, “os constrangimentos serão ainda maiores”, avisa a responsável, que admite que alguns centros de saúde “poderão estar fechados”.

Guadalupe Simões adianta que, esta quarta-feira, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses vai anunciar novas formas de luta, para responder “ao que não foi resolvido” nas negociações com o Governo. “Queremos abertura das negociações para reposição da paridade com os técnicos superiores da Função Pública. Desde 1991 que tínhamos paridade, é justo que seja reposta o mais rapidamente”, explica à Multinews.

 

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