A Diretora-Geral da Saúde Graça Freitas não considera necessário, pelo menos nesta fase, o regresso às máscaras obrigatórias nos transportes públicos. Em declarações à Antena 1, em que antecipou a reunião de especialistas no Infarmed, para analisar a atual situação da Covid-19 em Portugal, a responsável defende que haja sim uma recomendação do uso de máscaras de proteção.
“Não é necessária uma obrigatoriedade para as pessoas fazerem uma avaliação do risco em função das características do sítio onde estão, da quantidade de pessoas que lá está, se é um sítio arejado ou não, se é fechado”, sustenta Graça Freitas, que defende que não deve haver uma imposição do uso de máscara em situações como nos transportes públicos ou em grandes aglomerados de pessoas.
“As pessoas devem ter práticas de etiqueta respiratória, de precaução, como uma boa prática da sua vida, no seu dia-a-dia”, aconselha a DGS, apontando a que se sigam as regras aprendidas ao longo da pandemia da Covid-19.
Graça Freitas falou ainda sobre o alargamento da vacinação de reforço a maiores de 50 anos, que começará em breve, “A Comissão Técnica da Vacinação contra a Covid-19 deu um parecer técnico positivo em termos de benefícios para a saúde no grupo etário que tem entre 50 e 59 anos. Há um benefício ainda para esta faixa etária”, considerou. Os utentes previstos nesta faixa etária começaram a ser convocados para receber a dose de reforço, uma vez que para já não está disponível entre estas idades a modalidade de ‘Casa Aberta’.
A Diretora-Geral da Saúde desvalorizou a afluência crescente às urgências, adiantando que se deve à sazonalidade de alguns vírus e ao tempo mais frio.
“Juntou-se várias características, climáticas, e a característica dos vírus chamados sazonais circularem mais nesta altura do ano. Tanto circulam SRV, vírus da gripe, que numas alturas é mais precoce do que noutras. O que se está a verificar corresponde à estação do ano em que estamos”, sustentou.






