Regulador da UE aprova vacina da Sanofi para variante Beta da Covid-19

O regulador sanitário da União Europeia (UE) aprovou, esta quinta-feira, a vacina da Sanofi (SASY.PA) adaptada à variante Beta do coronavírus como um reforço para adultos que tenham sido previamente administrados mRNA ou vacinas baseadas em vetores adenovirais.

Beatriz Maio

O regulador sanitário da União Europeia (UE) aprovou, esta quinta-feira, a vacina da Sanofi (SASY.PA) adaptada à variante Beta do coronavírus como reforço para adultos a quem tenham sido previamente administradas vacinas mRNA ou vacinas baseadas em vetores adenovirais, informa a Reuters.

Ou seja, a vacina com a marca VidPrevtyn Beta pode ser dada a pessoas que já tenham iniciado o processo de vacinação com outras vacinas aprovadas. A diferença é que esta baseia-se em proteínas virais de laboratório fornecidas pela Sanofi e ainda num ingrediente adjuvante da GSK que se acredita aumentar a resposta imunitária.



Esta vacina contém proteínas da variante Beta do coronavírus, inicialmente identificada na África do Sul a meio de 2020 e substituída durante 2021 pela Delta e mais tarde pela Ómicron.

A Agência Europeia de Medicamentos revelou ter concluído, após vários estudos e análises, que uma dose impulsionadora de VidPrevtyn Beta deverá ser pelo menos tão eficaz como a Comirnaty da Pfizer (PFE.N) e a BioNTech (22UAy.DE) no restabelecimento da proteção contra a Covid-19.

Embora o estudo da vacina da Sanofi e da GSK, dois dos maiores fabricantes mundiais, já tenha tido início há algum tempo os efeitos não foram os desejados de imediato. No decorrer da primeira experiência, realizada em 2020, os idosos a quem foi administrada a vacina, não produziram a proteção desejada contra a doença.

Como tal, mais tarde, optou-se por direcionar o tratamento para a variante Beta, o que exigiu meses de tempo adicional de estudo.

Os fabricantes dominantes de vacinas Pfizer-BioNTech e Moderna juntaram-se este ano na liderança nos mercados europeu e norte-americano, lançando vacinas de reforço especificamente dirigidas à variante Ómicron.

De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) referentes à última semana, há registo de cerca de dois milhões de casos no mundo, um número que, segundo os especialistas, pode estar subestimado, dado que os testes de diagnóstico passaram a ser feitos com menos frequência.

Desde que foi confirmada a 11 de março de 2020, a pandemia da Covid-19 foi responsável pela morte de 6,5 milhões de pessoas e pela infeção de 629 milhões. Esta é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado em 2019 na China.

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