Os cientistas já conseguiram desviar um asteroide e o conhecimento das tempestades solares é cada vez maior. Também sabemos que, felizmente, nos próximos séculos, não haverá uma estrela a explodir como uma supernova que esteja tão próxima da Terra a ponto de nos prejudicar. Mas as ameaças espaciais multiplicam-se e uma equipa de cientistas identificou uma nova, sob a forma de uma onda massiva de radiação que aparentemente não tem nada a ahver com o Sol. Na verdade, a sua origem é desconhecida.
A equipa de investigadores revelou que, nos últimos 10 mil anos, houve pelo menos 6 ondas de radiação cósmica extrema, que ocorreram a uma taxa de cerca de uma por milénio. Segundo um estudo publicado na revista científica ‘Proceedings of the Royal Society A’, já decorreram seis ‘eventos Miyake’, uma vez que foi dado o nome do cientista japonês que descobriu o fenómeno. E como foi descoberto? A partir da análise de isótopos de carbono 14 encontrados em cascas de árvores, que conseguem guardar as ‘impressões’ da radiação que atingiu a Terra no passado.
Até agora, acreditou-se que o maior ‘ataque’ de radiação espacial sofrido pelo homem foi o ‘evento Carrington’, a tempestade solar mais poderosa de todas as registadas em tempos históricos, que em 1859 – há mais de um século – causou a colapso do então incipiente sistema de telecomunicações.
Fenómeno pode ser ameaça real para a Terra
“Existe um tipo de fenómeno astrofísico extremo que não entendemos e que realmente pode ser uma ameaça para nós”, referiu Benjamin Pope, coautor do estudo e astrofísico da Universidade de Queensland, na Austrália, em declarações à ‘Australian Broadcasting Corporation’.
Em relação ao ‘evento Carrington’, os eventuos Miyake podem ser até 100 vezes mais poderosos. Segundo o investigador, a força desse evento “não seria apenas a de uma erupção solar mas de recorrentes erupções solares que acontecem sucessivamente”, frisou.
Agora as más notícias: Quando pode acontecer? Segundo o estudo, há cerca de 1% de hipótese de a Terra ser atingida por um evento Miyake na próxima década. Embora pareça pouco, esse é um número alarmante para os cientistas.






