Afinal, já não é “desnazificação”: Rússia justifica agora a guerra na Ucrânia com a “dessatanização” do país

Aleksey Pavolov, sub-secretário do Conselho de Segurança russo, garante que, na Ucrânia existem “centenas de seitas a operar” ligadas à “Igreja de Satanás”, o que deve servir de motivação e justificação para a continuação da ofensiva russa contra o país.

Pedro Gonçalves

Após Putin, governo russo e os seus apoiantes terem justificado diversas vezes a invasão da Ucrânia com o objetivo de “desnazificar” o país, agora um responsável do Conselho de Segurança da Rússia vem dizer que, afinal, o objetivo é a “desatanização” da Ucrânia, ou seja, eliminar Satanás daquele território.

As declarações polémicas são de Aleksey Pavolov, sub-secretário do Conselho de Segurança russo, num artigo para o portal de notícias AIF.ru. O responsável garante que, na Ucrânia existem “centenas de seitas a operar” ligadas à “Igreja de Satanás”, o que deve servir de motivação e justificação para a continuação da ofensiva russa contra o país.



“Eu acho que, com a continuidade da operação militar especial [em território ucraniano], torna-se cada vez mais urgente levar a cabo uma desatanização da Ucrânia, ou, como o líder da República Chechena, Ramzan Kadyrov, o defende aptamente, uma ‘completa desatanização’”, afirma o responsável num artigo para aquele meio de comunicação russo.

Pavlov adianta que o exato número de seitas satânicas em funcionamento na Ucrânia “é desconhecido”, mas aponta que a “Igreja de Satanás, que se espalhou pela Ucrânia, é uma das religiões oficialmente registadas nos EUA”.

De acordo com o sub-secretário do Conselho de Segurança da Rússia, algumas seitas foram formadas após os membros “terem sido aprisionados antes com outro propósito e depois terem-se juntado”, outras “existem simplesmente, apoiadas por ligações a mecenas risco”, e algumas “são como uma sociedade por ações, com umas centenas de seguidores de pequenas localidades”.

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