Vladimir Putin estará a preparar uma escalada de violência na guerra com a Ucrânia e antecipa um conflito com o Ocidente, razão pela qual está a construir hospitais subterrâneos e estará a planear novos esforços de recrutamento de mais militares para as forças russas, avisam especialistas ouvidos pelo Daily Mirror.
Segundo fonte da Segurança europeia, o presidente russo planeia mesmo destruir com a barragem de Kakhovka, na Ucrânia, com o objetivo de provocar a NATO a envolver-se diretamente no conflito. O ataque causaria inundações devastadoras em Kherson, bem como causaria apagões elétricos em todo o país, já que a as centrais de produção elétrica ucranianas têm sido alvo de fortes ofensivas russas nas últimas semanas, fragilizando e ondo em causa a rede de distribuição de energia.
Acredita-se que as forças de Moscovo já terão minado toda a envolvente à estrutura e querem ‘testar’ o Ocidente caso detonem os explosivos.
“Isto não será uma escalada de violência em termos de ataques nucleares, mas vai ao limite a partir do qual a NATO reage. A Rússia sabe que vai enfrentar consequências sérias, ainda que não apregoadas, se lançar um ataque nuclear. Por isso está a testar o Ocidente com atrocidades que estejam abaixo desse limite”, explica um responsável.
“Se acontecer a explosão da barragem, servirá de teste à reação do Ocidente e a Rússia continuará a avançar até encontrar o limite de tolerância da NATO. É ridículo alguém pensar que são verdade as declarações da Rússia de que a Ucrânia vai atacar a barragem. Tudo não passa de uma ‘operação de bandeira falsa’. E se o Ocidente reage, isso significaria um confronto direto com a Rússia e uma escalada a série de violência. Enquanto assim for, a Rússia vai continuar a tentar provocar uma reação e depois, esperamos, verificar-se-á um desacelerar do conflito. Até lá, é guerra por todas as frentes”, termina a mesma fonte.
Segundo oficiais de segurança europeus, há informação de que as caves e subterrâneos de várias cidades russas estão a ser convertidos em ‘hospitais subterrâneos’, unidades de saúde improvisadas para responder a eventuais emergências civis. A Duma, o parlamento russo, está também a preparar legislação para aumentar os esforços de recrutamento de mais militares para o Exército da Rússia, aumentar a mobilização militar de alguns meses para dois anos, e também passar a aceitar mulheres no processo de recrutamento de tropas.




