A Organização Mundial da Saúde indicou, esta quarta-feira, que a pandemia “está numa situação muito diferente agora do que estávavamos quando o Comité de Emergência da Covid-19 recomendou que se declarasse uma emergência de saúde pública de interesse internacional há mais de 33 meses”, apontou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
“Temos todas as ferramentas necessárias para acabar com a emergência em todos os países. Mas a pandemia não acabou e há muito mais trabalho a ser feito”, precisou, alertando para os “riscos contínuos para a população mundial, com grandes lacunas de vacinação, vigilância reduzida, baixas taxas de testes e sequenciamento e incertezas sobre o impacto potencial das variantes atuais e futuras”.
O surto de monkeypox está, para o responsável, foram relatados mais de 70 mil casos à OMS; com 26 mortes. “Globalmente, os casos continuam a diminuir, mas 21 países na última semana relataram um aumento nos casos, principalmente nas Américas, que representaram quase 90% de todos os casos relatados nos últimos sete dias. Mais uma vez, alertamos que um surto em declínio pode ser o surto mais perigoso, porque pode-nos tentar a pensar que a crise acabou e baixar a guarda”, garantiu.
“Como a Covid-19, a varíola dos macacos continua a ser uma emergência de saúde pública de interesse internacional e a OMS continuará a tratá-la como tal”, finalizou.













