Empresas vão apoiar rendas dos jovens trabalhadores a partir de 2024

Medida resulta do acordo assinado este domingo por Governo, UGT e confederações patronais e deverá entrar em vigor a partir de 2024

Revista de Imprensa

O Governo destinou 500 milhões de euros de apoio às rendas dos jovens trabalhadores, verba que é proveniente do Fundo de Compensação do Trabalho (FCT) – a medida resulta do acordo assinado este domingo por Governo, UGT e confederações patronais e deverá entrar em vigor a partir de 2024, referiu esta segunda-feira o ‘Diário de Notícias’.

Assim, as empresas que contribuíram com 0,925% dos salários-base para o FCT – que se destina a pagar até 50% da indemnização por despedimento – poderão usar uma parcela da verba do fundo para ajudar os seus trabalhadores a pagar a renda da casa. A versão final do Acordo de Médio Prazo para a Melhoria de Rendimentos e Produtividade indicou que, em sede de concertação social, Governo, sindicatos e patrões vão trabalhar no sentido de reconverter o FCT, “para permitir às empresas que para ele tenham contribuído apoiar a autonomização dos jovens trabalhadores, suportando uma parte dos encargos com habitação”.



Segundo António Saraiva, presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, o FCT tem atualmente cerca de 600 milhões de euros em contribuições pagas pelas empresas. A maior parte da verba, cerca de 500 milhões, será transferido para o novo fundo de apoio às rendas dos jovens trabalhadores, mas também servirá para “financiar a qualificação e a formação certificada dos trabalhadores”.

Mas o acordo de concertação social revelou ainda que as compensações por despedimento vão ficar mais caras para as empresas, aumentando de 12 para 14 dias por ano trabalhado.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.