Está para ‘breve’ o surgimento de um novo supercontinente. Cientistas explicam que o Oceano Pacífico está a fechar-se sobre si mesmo, o que está a causar um movimento das placas tectónias onde se localizam a América do Norte e América do Sul para oeste. É previsto que dentro de 200 a 300 milhões de ano as grandes massas terrestres que formam os continentes se vão juntar, com as Américas a colidirem com a Ásia. Será assim que será formado o novo supercontinente, de seu nome ‘Amásia’ (uma junção de ‘América’, e ‘Ásia’).
Investigadores da Universidade de Curtin em Perth, na Austrália, e da Universidade de Pequim, na China usaram simulações num supercomputador para calcular como seria a formação desta nova gigantesca massa continental.
“Os supercontinentes da Terra ter-se-ão formado de formas muito diferentes, com dois espetros opostos que são a introversão e extroversão. A Introversão envolve o encerramento de oceanos internos, formados pela divisão do anterior supercontinente, enquanto a extroversão envolve o encerramento de um anterior superoceano externo”, explicam os investigadores na tese agora publicada na reputada National Science Review.
Dados geológicos que constituem a base de um relatório científico publicado na revista Science, em 2012, já estabeleciam que “nos últimos 2 mil milhões de anos houve três supercontinentes”. O primeiro conhecido, Numa, surgiu há cerca de 1,8 mil milhões de anos. Seguiu-se Rodinia, que existiu há mil milhões de anos, e depois Pangeia, o supercontinente que se formou há 300 milhões de anos, e cuja deriva viria depois a dar origem aos continentes que hoje conhecemos.
Foi daqui que partiram os investigadores, que queriam particularmente responder à questão: “O próximo supercontinente da terra vai formar-se com o encerramento do Oceano Pacífico?”. A resposta, segundo as simulações feitas, é positiva.
“No entanto, não é certo o que causou o comportamento divergente nos ciclos de supercontinentes, que envolveram uma interação de primeira-ordem entre as placas tectónias e o manto terrestre. Nesta investigação resolvemos a questão com modelos geodinâmicos 4-D, usando configurações realísticas dos movimentos tectónicos”, explicam os cientistas responsáveis pelo estudo.
Os investigadores explicam que os continentes da Terra “colidem para formar um supercontinente a cada 600 milhões de anos, no que se chama um ciclo de supercontinente”, o que se está a verificar agora, com a ‘redução’ já verificada do Oceano Pacífico: estima-se que esteja a ficar mais pequeno cerca de 2,5 centímetros por ano.
“Os continentes atuais vão voltar a juntar-se, daqui a algumas centenas de milhões de anos”, terminam os cientistas responsáveis, explicando que para além da Ásia e das Américas, que irão colidir para formar a Amásia, também a Austrália “terá um papel neste importante evento terrestres, colidindo primeiro com a Ásia e depois servindo de conexão com América, quando se der o encerramento do Oceano Pacífico”.




