O antigo presidente brasileiro Lula da Silva venceu a primeira volta das eleições presidenciais do Brasil, com 48,4% dos votos, enquanto o atual chefe de Estado, Jair Bolsonaro, obteve 43,2%, o que significou que ambos vão disputar a segunda volta das eleições este domingo, dia 30.
Boas notícias para Lula da Silva, pois, desde 1989, quando o Brasil voltou a ter eleições presidenciais diretas – e estreou o mecanismo da segunda volta –, nunca houve uma reviravolta na corrida ao Planalto. Essa foi a regra em todas as seis disputas presidenciais que tiveram uma segunda volta entre 1989 e 2018.
As sondagens recentes apontaram que estas eleições não serão diferentes: na passada 2ª feira, duas sondagens referiram o triunfo do candidato do Partido dos Trabalhadores. A sondagem do Ipec, encomendada pela ‘Globo’, dá vantagem a Lula da Silva nas intenções de voto e nos votos válidos, com 50% na segunda volta, contra os 43% de Jair Bolsonaro, do Partido Liberal. Já a sondagem da Atlas, citada pela ‘CNN Brasil’, deu 52% de intenção de voto da Lula da Silva, com 46,2% para Bolsonaro.
As empresas de sondagens, aliás, estão sob fogo do Jair Bolsonaro: Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados e aliado do presidente, acelerou a votação de um projeto que pretende criminalizar as pesquisas eleitorais que falharem o resultado fora da margem de erro. Segundo a proposta, os responsáveis pelas sondagens e os estatísticos arriscam penas de prisão de até 10 anos.
Segundo os especialistas, a chave do triunfo nas eleições presidenciais está nos “eleitores volúveis”, ou seja, os que podem mudar o voto: de acordo com os especialistas, variam entre os 6 e 7%. Já a diferença entre os dois candidatos oscila entre os 4 e 8 pontos percentuais, o que sublinha a importância destes eleitores na decisão.
Em Portugal, estão 80.896 eleitores brasileiros registados para votar – as assembleias de voto abrem às 8 horas e até às 17 horas, em Lisboa, Porto e Faro.








