O gasoduto ‘Baltic Pipe’ vai abrir esta terça-feira com a capacidade de trazer gás natural da Noruega para a Polónia. Na prática, serve para reduzir dependência do gás russo, um problema com que a a União Europeia se depara, de forma preocupante, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.
Agora operacional, o ‘Baltic Pipe’ deverá transportar 10 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano, o que representa cerca de metade do consumo total da Polónia. Uma vez que é de facto uma ligação através da Dinamarca à ‘Europipe II’, um gasoduto que já liga a Noruega e a Alemanha, a sua entrada em funcionamento não vai conduzir a um aumento das entregas de gás norueguês à Europa.
A Polónia procura reduzir a sua dependência do gás russo, que cobriu dois terços das suas necessidades há alguns anos. A emancipação energética da Polónia em relação à Rússia vai passar, em grande medida, por Swinoujscie, a localidade que vai acolher um terminal do gasoduto que transportará gás da Noruega primeiro para o mercado dinamarquês e depois para o polaco. Recorde-se que a Polónia viu o seu fornecimento de gás russo cortado em abril último por se recusar a pagar em rublos. Prevê-se também que o ‘Baltic Pipe’ venha a abastecer outros países da Europa Central e de Leste como a Ucrânia, reduzindo assim a dependência do gigante russo.






