Ucrânia: Se a Rússia tentar atacar algum país da NATO “toda a aliança irá reagir”, garante Stoltenberg

O Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse esta quinta-feira, na Noruega, que a Europa está “a experienciar a situação mais perigosa desde a Segunda Guerra Mundial” e que “é do nosso interesse que este tipo de política agressiva [da Rússia] não tenha sucesso”.

Filipe Pimentel Rações

O Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse esta quinta-feira, na Noruega, que a Europa está “a experienciar a situação mais perigosa desde a Segunda Guerra Mundial” e que “é do nosso interesse que este tipo de política agressiva [da Rússia] não tenha sucesso”.

O responsável destacou que a guerra lançada pelo Presidente russo Vladimir Putin contra a Ucrânia a 24 de fevereiro passado é um ataque a toda a ordem internacional e deixou um alerta: se a Rússia atacar algum dos países da Aliana Atlântica, à semelhança da operação que mobilizou contra o país vizinho, toda a NATO irá reagir.



“Se Putin pensar em agir contra algum país da NATO, deve estar ciente de que toda a aliança irá reagir”, afiançou Stoltenberg.

Essa é uma referência ao princípio da defesa coletiva, que é um dos principais pilares da organização transatlântica e que está codificado no Artigo 5.º do Tratado de Washington, documento fundador da NATO.

De acordo com esse princípio, o ataque a um país da aliança é considerado um ataque a todo o coletivo de 30 aliados, despoletando uma mobilização coletiva contra o agressor.

A aviso de Stoltenberg é feito numa altura em que a Suécia e a Noruega estão a caminho de integrar a NATO, depois de a 5 de julho terem assinado os protocolos de adesão à organização. Até agora, já vários parlamentos dos países aliados aprovaram a integração do duo nórdico.

O mais recente foi os Estados Unidos, cujo Senado deu, esta quarta-feira, luz verde à integração desses dois países na Aliança Atlântica. Em Portugal, a Assembleia da República deverá ratificar a adesão já no próximo mês de setembro, depois de, no dia 16 de julho, as propostas do Governo terem dado entrada nos serviços do Parlamento.

No final do mês passado, a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, afirmou que Portugal “totalmente empenhado na rápida ratificação das formalidades necessárias para garantir que Estocolmo e Helsínquia se juntam à Aliança”. A governante garantiu, no entanto, que a NATO não está a expandir-se, pois são os próprios países que estão a procurar juntar-se à aliança e que não se trata da concretização de qualquer política ativa de alargamento.

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