O Parlamento italiano votou, esta quarta-feira, a sua aprovação final a um projeto de lei que ratifica a adesão da Finlândia e a Suécia à NATO – o Senado votou por 202 a 13 a favor do projeto, um dia depois de a Câmara o ter aprovado por ampla maioria.
A adesão dos dois países nórdicos precisa de ser ratificada pelos Parlamentos de todos os 30 membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte antes que a Finlândia e a Suécia possam ser protegidas pela cláusula de defesa da NATO que afirma que um ataque a um membro é um ataque contra todos.
A votação na Câmara, na passada terça-feira, foi bem recebida por Giorgia Meloni, cujo partido de extrema-direita ‘Irmãos da Itália’ é visto como o favorito nas eleições nacionais que vão decorrer a 25 de setembro. “Diante da agressão russa contra a Ucrânia, fortalecer a frente europeia da Aliança é um passo importante que pode atuar como um impedimento a novas ameaças russas”, referiu Meloni em comunicado.
No entanto, os seus dois principais aliados, a Liga e o Forza Italia, têm sido muito mais ambivalentes, refletindo os seus laços historicamente próximos com o presidente russo, Vladimir Putin.






