Na última semana as autoridades realizaram em Portugal, no âmbito dos incêndios que estão a invadir o país, mais de 200 assistências médicas, destacando-se uma morte e cinco feridos graves.
André Fernandes, da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) fez há instantes o ponto de situação dos fogos em Portugal, sublinhando que entre os dias 7 e 18 de julho, contam-se 201 assistências, uma morte, cinco feridos graves, 109 feridos ligeiros e 95 assistidos.
Quanto às evacuações, “no total foram retiradas 960 pessoas de casa e constituídas 12 zonas de concentração de apoio à população, das quais passaram 431 pessoas que já regressaram às suas habitações”, explicou.
Neste momento, segundo o responsável, não “há nenhum via cortada” devido aos incêndios, com a “circulação rodoviária sem afetação aos incêndios”, disse voltando a pedir que haja uma “adequação dos comportamentos à situação meteorológica.”
“Acima de tudo gostava de dar uma palavra de apresso, não só aos operacionais – desde os bombeiros aos restantes agentes de proteção civil – mas também às autarquias, que têm feito um esforço colossal, para garantir o apoio e suporte logístico”, sublinhou.
A par disso, André Fernandes dirigiu-se também à população afetada, “que tem mostrado um sentido cívico de colaboração com as autoridades e esse tem sido também uma chave do sucesso”.
País recua para situação de alerta mas não há desmobilização de meios
Portugal passou a estar em situação de alerta desde as 00h desta segunda-feirra, mas André Fernandes garantiu que “não há desmobilização de meios.”
“O dispositivo continua todo no terreno, operacional, com mesma entrega e acima de tudo mantém-se não só restrições ao uso de fogo mas a consciencialização da situação que se está a viver e adequação de comportamentos”, afirmou.
O responsável da Proteção Civil indicou que Portugal continental continua “em seca severa”, o que faz com que existam “condições para incêndios florestais terem dimensão”.
A Proteção Civil vai fazer uma “análise amanhã com o IPMA para decidir quais as ações a tomar”, concluiu.





