G20: Canadá afirma que delegação russa é pessoalmente responsável por “crimes de guerra” na Ucrânia

Chrystia Freeland garantiu que não são só os generais que cometem crimes de guerra mas também os tecnocratas económicos que permitem que a guerra aconteça e se mantenha

Francisco Laranjeira

A ministra das Finanças do Canadá, Chrystia Freeland, acusou as autoridades russas presentes na reunião dos ministros das Finanças do G20 de serem pessoalmente responsáveis “por crimes de guerra durante a guerra na Ucrânia, segundo revelou a agência ‘Reuters’.

Freeland dirigiu-se, esta sexta-feira, diretamente à delegação russa: “Não são apenas os generais que cometem crimes de guerra, são os tecnocratas económicos que permitem que a guerra aconteça e continue”, relatou um funcionário. A ministra canadiana, cujos avós maternos nasceram na Ucrânia, apontou ainda, na sessão de abertura do G20, que a guerra era “a maior ameaça à economia global do momento”.



O ‘tom hostil’ para com os russos começou um dia antes da reunião, com a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, a dar o tom, chamando a guerra da Rússia na Ucrânia o “maior desafio” para a economia global, garantindo que os membros do Governo de Putin “não tem lugar” nas negociações”.

“Estamos a ver os efeitos negativos dessa guerra em todos os cantos do mundo, principalmente no que diz respeito aos preços mais altos da energia e à crescente insegurança alimentar”, reforçou.

A reunião de dois dias dos ministros das Finanças do G20 e chefes de bancos centrais das principais economias começou na ilha de Bali, com o anfitriao das conversas a alertar os delegados de que um fracasso em lidar com as crises energética e alimentar seria catastrófico: no seu discurso de abertura, a ministra das Finanças da Indonésia, Sri Mulyani Indrawati, pediu aos ministros que trabalhem juntos com um espírito de “cooperação, colaboração e consenso” porque “o mundo está atento” a soluções.

“O custo do nosso fracasso é mais do que podemos pagar”, disse. “As consequências humanitárias para o mundo e para muitos países de baixo rendimento seriam catastróficas.”

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