Incêndios: Costa e Marcelo reúnem-se hoje para discutir situação em Portugal

O Presidente da República e o primeiro-ministro reúnem-se esta quarta-feira, como fazem semanalmente, mas desta vez para discutir exclusivamente a situação dos incêndios em Portugal.

Simone Silva

O Presidente da República e o primeiro-ministro reúnem-se esta quarta-feira, como fazem semanalmente, mas desta vez para discutir exclusivamente a situação dos incêndios em Portugal, avança a ‘SIC’.

Segundo a estação, Costa será recebido por Marcelo pelas 18h e irá explicar ao Presidente da República as operações que estão a ser realizadas no terreno, fazendo também uma previsão para os próximos dias.



O Chefe de Estado tem estado em contacto permanente com o Governo e com os autarcas dos concelhos mais afetados pelos incêndios, não havendo, para já, intenção de se deslocar ao terreno.

André Fernandes da Proteção Civil fez esta quarta-feira o ponto de situação dos fogos em Portugal: 69 incêndios registados desde ontem, dos quais 11 estão ativos e sete inspiram preocupação. O Porto regista o maior numero de ignições: 25, oito em Braga e sete em Coimbra. 

Como incêndios de maior preocupação registam-se então: Pombal, Leiria, Faro, Ponte da Barca, Monção, Mangualde e Fafe, que “envolvem um total de 1314 operacionais, 394 meios terrestres e 17 meios aéreos”.

Quanto às vítimas, André Fernandes revelou que “o quadro acumulado desde o dia 7 de julho conta com um total de 121 feridos assistidos e dois feridos graves – um bombeiro com um pulso partido e um civil que sofreu queimaduras”.

“De salientar aquilo que foi ontem a fase e o dia mais complicado desta situação: temos várias evacuações, num total de 669 pessoas retiradas de casa”, adiantou.

Portugal continental entrou às 00:00 de segunda-feira em situação de contingência, que deverá terminar às 23:59 de sexta-feira, mas que poderá ser prolongada caso seja necessário.

A declaração da situação de contingência foi decidida devido às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para o agravamento do risco de incêndio, com temperaturas que podem ultrapassar os 45º em algumas partes do país.

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