Eurobarómetro: Na hora de ler notícias, maioria dos portugueses confia mais na Imprensa tradicional do que nas redes sociais

Os cidadãos da União Europeia identificam a televisão, a rádio, a imprensa escrita e os sites online de órgãos de comunicação social tradicionais como os meios mais seguros para obterem notícias.

Filipe Pimentel Rações

Os cidadãos da União Europeia identificam a televisão, a rádio, a imprensa escrita e os sites online de órgãos de comunicação social tradicionais como os meios mais seguros para obterem notícias.

De acordo com a mais recente análise do Eurobarómetro, 67% dos portugueses confiam mais nas emissoras públicas de TV e rádio, bem como nos seus sites, para consumirem conteúdos noticiosos. Também a imprensa escrita e as emissoras privadas, e respetiva presença online, surgem nos primeiros lugares das preferências dos portugueses para a obtenção de informação de confiança.



Os dados mostram que a TV é o meio mais preferido pelos portugueses, a partir dos 15 anos de idade, para a obtenção de notícias.

No fim da lista, como os meios em que os portugueses menos confiam, surgem as redes sociais, plataformas de mensagens, blogues, podcasts, bem como plataformas como o YouTube, o Instagram ou o TikTok.

Essa tendência está em linha com a média da UE, embora em Portugal seja mais expressiva. 49% dos europeus dizem confiar mais nas televisões e rádios públicas, e nos seus sites online, para obterem notícias fidedignas, ao passo que 39% direciona essa confiança para a imprensa escrita.

Com uma percentagem mais baixa, de 27%, surgem os órgãos de comunicação social privados. Contudo, a Polónia é o único dos 27 Estados-membros em que a população confia mais na Imprensa privada do que na pública.

Sobre o que leva um leitor europeu a clicar numa notícia publicada online, 54% dos respondentes afirma que um título apelativo que capte o seu interesse é o mais importante, mas 37% diz que o mais importante é confiar no órgão de comunicação social que publica o artigo. Essa tendência é semelhante entre os leitores portugueses, com 54% a apontar a importância de um título que lhes interesse e 33% a identificar como essencial a confiança que é atribuída ao meio que publica.

Quanto à desinformação, uma das grandes ameaças à democracia atualmente, principalmente quando Estados e governos instrumentalizam a informação como arma de guerra para deturpar a realidade, mais de metade dos portugueses diz estar muito confiante ou relativamente confiante de que seria capaz de reconhecer informação falsa, em linha com a média da UE.

Relativamente aos conteúdos que mais preferem, o Eurobarómetro aponta que 50% dos europeus preferem notícias sobre a política dos seus países, uma preferência que é seguida de perto (46%) por assuntos europeus e internacionais e notícias locais.

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