Genéricos em risco de rutura. Indústria farmacêutica exige apoio do Estado para manter medicamentos

As empresas não aguentam ter produtos com margem negativa muito tempo e, por isso, é inevitável que interrompam a produção.

Revista de Imprensa

A indústria farmacêutica exige que o Estado forneça algum apoio para suportar os custos de produção dos genéricos em Portugal – que têm vindo a aumentar – alertando que há risco destes medicamentos entrarem em rutura, avança o ‘Jornal de Notícias’ (JN).

Marcando os 30 anos sobre o início da comercialização de genéricos em Portugal, Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (Apogen) alerta que os genéricos estão a dar prejuízo ao fabricante e podem, a qualquer momento, deixar de ser produzidos.



Segundo a presidente, Maria do Carmo Neves, as empresas não aguentam ter produtos com margem negativa muito tempo e, por isso, é inevitável que interrompam a produção.

“Não há margem para esperar mais tempo” sublinha ao ‘JN’. “Primeiro vão acontecer as ruturas e depois serão as empresas a encerrar”, acrescenta a responsável.

Os custos com a produção de medicamentos subiram entre 25% e 30% nos últimos anos, tendo disparado com a pandemia e a guerra na Ucrânia. “Estamos numa situação mesmo muito difícil”, sublinha a presidente ao jornal.

Assim, a indústria defende uma revisão em alta do preço dos medicamentos, para que “absorção dos custos” seja partilhada entre as empresas e o Estado, sem afetar o utente, uma proposta que será apresentada ao Governo.

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