Guerra na Europa além da Ucrânia “é claro uma possibilidade”, alerta ministro finlandês

Pekka Haavisto, ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, apontou que “a arquitetura de segurança europeia” foi quebrada

Francisco Laranjeira

A guerra na Europa, além da Ucrânia, é uma possibilidade, reconheceu esta sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto. “Claro que é uma possibilidade. E é por isso que é tão importante apoiar a Ucrânia no momento”, apontou, em entrevista à ‘CNN’. “Eu realmente acho que a arquitetura de segurança europeia foi quebrada. É uma situação nova, há um novo tipo de muro de ferro entre a Rússia e os outros países. E, claro, é baseado na agressão da Rússia contra a vizinha Ucrânia.”

Pekka também disse que há preocupações com “as conversas soltas sobre as armas nucleares, as armas químicas”, levando o mundo de volta à crise dos mísseis de Cuba durante a Guerra Fria. “Sim, temos um forte exército tradicional. Temos os nossos F-35 a chegar. Mas e se formos ameaçados por armas não convencionais?”, explicou.



Após décadas de neutralidade, a Finlândia – assim como a Suécia – foi formalmente convidada a juntar-se à NATO nesta semana durante a cimeira da aliança atlântica em Madrid, marcando uma expansão histórica do bloco que prejudica diretamente os objetivos do presidente Vladimir Putin à medida que a sua guerra na Ucrânia avança.

O grupo decidiu coletivamente aprovar os pedidos de adesão dos países depois da Turquia ter retirado as suas objeções na passada 3ª feira, abrindo caminho para a ampliação mais consequente da NATO em décadas – a decisão agora está nas mãos dos 30 Estados-membros para ratificação final. Os líderes da NATO disseram esperar que o processo avance rapidamente, permitindo uma adesão sem precedentes e uma demonstração de unidade contra Putin.

A hipótese de a Ucrânia vencer a guerra está em cima da mesa, segundo Haavisto. “Eles podem manter a situação e, nesse sentido, podem vencer esta batalha. Estão moralmente no alto, eles estão muito unidos e precisam do nosso apoio”, acrescentou.

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