A guerra na Europa, além da Ucrânia, é uma possibilidade, reconheceu esta sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto. “Claro que é uma possibilidade. E é por isso que é tão importante apoiar a Ucrânia no momento”, apontou, em entrevista à ‘CNN’. “Eu realmente acho que a arquitetura de segurança europeia foi quebrada. É uma situação nova, há um novo tipo de muro de ferro entre a Rússia e os outros países. E, claro, é baseado na agressão da Rússia contra a vizinha Ucrânia.”
Pekka também disse que há preocupações com “as conversas soltas sobre as armas nucleares, as armas químicas”, levando o mundo de volta à crise dos mísseis de Cuba durante a Guerra Fria. “Sim, temos um forte exército tradicional. Temos os nossos F-35 a chegar. Mas e se formos ameaçados por armas não convencionais?”, explicou.
Após décadas de neutralidade, a Finlândia – assim como a Suécia – foi formalmente convidada a juntar-se à NATO nesta semana durante a cimeira da aliança atlântica em Madrid, marcando uma expansão histórica do bloco que prejudica diretamente os objetivos do presidente Vladimir Putin à medida que a sua guerra na Ucrânia avança.
O grupo decidiu coletivamente aprovar os pedidos de adesão dos países depois da Turquia ter retirado as suas objeções na passada 3ª feira, abrindo caminho para a ampliação mais consequente da NATO em décadas – a decisão agora está nas mãos dos 30 Estados-membros para ratificação final. Os líderes da NATO disseram esperar que o processo avance rapidamente, permitindo uma adesão sem precedentes e uma demonstração de unidade contra Putin.
A hipótese de a Ucrânia vencer a guerra está em cima da mesa, segundo Haavisto. “Eles podem manter a situação e, nesse sentido, podem vencer esta batalha. Estão moralmente no alto, eles estão muito unidos e precisam do nosso apoio”, acrescentou.



