“A pausa para o café foi um ponto de viragem nas discussões com a Turquia para ingressar na NATO”, segundo revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto, sobre o acordo alcançado na passada 3ª feira com a Turquia que permitiu iniciar o processo de entrada na aliança atlântica.
As tensas negociações já duravam semanas, depois de Ancara ter anunciado em maio que não iria apoiar a candidatura dos dois países nórdicos à aliança militar, acusando-as de abrigar membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que considera como uma organização terrorista.
As conversas “intensas” na cimeira da NATO, em Madrid, arrastaram-se por duas horas mas os líderes da Turquia, Suécia e Finlândia acharam difícil concordar em alguns dos pontos, apenas repetindo as suas posições anteriores.
“Depois fizemos um coffee break e, como sempre, durante o coffee break surgiram ótimas ideias e, no final foi mais fácil chegar a uma conclusão”, revelou Haavisto, que descreveu o intervalo como “um ponto de viragem” nas discussões.
Enquanto os políticos bebiam o café “encontraram ideias criativas e conseguiram emendar o texto para encontrar uma solução mutuamente satisfatória. Desbloqueámos o acordo”, noticiou o jornal espanhol ‘El Mundo’.
Entretanto, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou esta sexta-feira que a Suécia tinha extraditado para Ancara “três ou quatro terroristas” dos 73 solicitados e sublinhou que isso não é suficiente. “Foram feitas promessas sobre o assunto. Por exemplo, a Suécia iria enviar-nos 73 terroristas. Agora enviaram três ou quatro. No entanto, isso não é suficiente para nós”, declarou o presidente turco, em conferência de imprensa, após regressar da cimeira da NATO.







