O ministro dos Negócios Estrangeiros lituano admitiu esta quinta-feira que não antevê um confronto direto com Moscovo sobre o exclave russo, mas que a Lituânia deve manter-se alerta.
À margem da cimeira da NATO em Madrid, que chegou hoje ao fim, Gabrielius Landsbergis disse à ‘Euronews’ que o Estado báltico “não deve ter medo” de uma possível, ainda que pouco provável, escalada das tensões com a Rússia sobre o exclave russo de Kaliningrado, mas “deve estar preparada” para essa eventualidade.
“A Rússia está descontente com as sanções”, afirmou o chefe da diplomacia lituana, acrescentando que “isso é compreensível, vindo de um país que era tão dependente do Ocidente e que agora foi cortado dos abastecimentos ocidentais”.
De recordar que o “irritante de Kaliningrado” emergiu há cerca de duas semanas, quando o governo da Lituânia decidiu interromper a circulação de alguns bens vindos de Moscovo por caminhos-de-ferro para esse território russo que está “entalado” entre a Lituânia, a Polónia e o Mar Negro.
Apesar de Vilnius ter garantido que estava apenas a cumprir o regime de sanções da União Europeia devido à guerra da Rússia contra a Ucrânia, o Kremlin assegurou que iria tomar medidas que não seriam exclusivamente diplomáticas contra a Lituânia. Nicolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança da Federação Russa, chegou mesmo a descrever a ações da Lituânia como “ações hostis” e prometeu uma resposta.
O governo lituano mantém que “existem outras formas para eles [Rússia] transportarem materiais para Kaliningrado” e que as sanções que aplicou impactam “apenas cerca de 0,7%” dos fluxos de bens que chegam ao exclave russo.






