O Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que “a pandemia está a mudar, mas não terminou” e alertou que não se deve baixar guarda.
Numa conferência de imprensa esta quarta-feira, Tedros Adhanom Ghebreyesus avançou que as variantes BA.4 e BA.5 da Covid-19 estão a impulsionar o aumento dos casos de infeção em 110 países, sendo responsáveis por um aumento de 20% do número global de casos.
“#COVID19, driven by BA.4 and BA.5 in many places, cases are on the rise in 110 countries, causing overall global cases to increase by 20% and deaths have risen in 3 of the 6 WHO regions even as the global figure remains relatively stable”-@DrTedros
— World Health Organization (WHO) (@WHO) June 29, 2022
O responsável sublinhou que a capacidade de monitorizar a evolução da pandemia tem vindo a ser fragilizada com a diminuição das comunicações nacionais feitas à OMS, o que “torna mais difícil a monitorização da Ómicron e analisar futuras variantes emergentes”.
“This pandemic is changing but it’s not over. Our ability to track the #COVID19 virus is under threat as reporting and genomic sequences are declining meaning it is becoming harder to track Omicron and analyse future emerging variants”-@DrTedros https://t.co/jqV4MZXyyG
— World Health Organization (WHO) (@WHO) June 29, 2022
Com esse pano de fundo, afirma que o objetivo de ter 70% da população mundial vacinada, apontado para meados deste ano, “parece improvável”, com os países mais pobres a registaram taxas médias de vacinação de 13%.
Ainda assim, a OMS informa que nos últimos 18 meses foram distribuídas em todo o mundo mais de 12 mil milhões de vacinas, com 75% dos profissionais de saúde já inoculados e com a população acima dos 60 anos totalmente vacinada.
Ghebreyesus disse também, citando estimativas da revista científica Lancet, que cerca de 20 milhões de vidas foram poupadas devido à vacinação contra a Covid-19, e apelou à continuação do reforço das doses.
Para o responsável, é crucial financiar o desenvolvimento das chamadas “vacinas de segunda geração” e aponta mesmo que “a solução ideal seria o desenvolvimento de uma vacina pan-coronavírus que cubra todas as variantes”, as atuais e as que possam vir a surgir no futuro devido às contínuas mutações do vírus.




