Hepatite de origem desconhecida: Há 17 “casos prováveis” em crianças portuguesas, diz DGS

Há registo de quase duas dezenas de “casos prováveis” de hepatite aguda de origem desconhecida em crianças portuguesas.

Simone Silva

Há registo de quase duas dezenas de “casos prováveis” de hepatite aguda de origem desconhecida em crianças portuguesas, de acordo com o último balanço feito pela Direção-Geral da Saúde (DGS) esta segunda-feira.

“Portugal reportou a 24 de junho 17 casos prováveis de hepatite de etiologia desconhecida em idade pediátrica, reportados desde 28 de abril. Os casos notificados têm sido situações com resolução clínica, não tendo ocorrido casos graves”, revela.



Segundo a mesma nota, “a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) referem a redução de número de casos a nível mundial nas últimas três semanas, mas solicitam aos países que continuem a detetar e a reportar casos prováveis”.

Globalmente, cerca de 650 casos suspeitos foram relatados à Organização Mundial da Saúde (OMS) a 26 de maio. O órgão ainda não publicou outra atualização internacional.

A doença ainda é considerada muito rara, mas as suas consequências podem ser graves. Dezenas de crianças já precisaram de transplantes de fígado após desenvolverem sintomas.

Os especialistas não sabem ao certo por que motivo os casos de hepatite aguda em crianças aumentaram nos últimos meses, mas as investigações estão em curso. Uma das hipóteses estudadas é um tipo de vírus chamado adenovírus, que pode causar uma ampla gama de doenças, incluindo a gripe comum.

Alguns teóricos da conspiração sugeriram que as vacinas contra a Covid-19 podem estar por trás dos casos, mas essa possibilidade nunca foi confirmada cientificamente.

Os casos tendem a aparecer em crianças com menos de cinco anos. Geralmente causam sintomas como náusea e diarreia, seguidos de icterícia (pele amarelada).

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