Guerra na Ucrânia: Portugueses são dos que mais temem impactos no custo de vida, aponta sondagem

69% dos portugueses diz temer os impactos nesse campo, uma percentagem que é igualmente elevada em Itália (67%) e em França (65%).

Simone Silva

Os portugueses são, do conjunto dos europeus, dos mais que teme os impactos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A conclusão é de uma sondagem do European Council on Foreign Relations (ECFR), que analisou 10 países do continente.

Segundo a mesma pesquisa, 69% dos portugueses diz temer os impactos nesse campo, uma percentagem que é igualmente elevada em Itália (67%) e em França (65%). Polónia (53%) e Suécia (49%) são os que menos receio têm neste ponto.



Outra das principais preocupações apontadas pelos europeus é a possibilidade de a Rússia usar armas nucleares. Também aqui os portugueses demonstram-se preocupados, com 69% a apontar essa situação.

Na mesma linha estão Espanha (67%), Reino Unido (64%) e França (61%). No geral 61% dos europeus consideram estes dois pontos as suas duas maiores preocupações relacionadas com a guerra.

A sondagem mostra ainda que a maioria dos europeus concorda com a responsabilidade da invasão da Ucrânia, que apontam à Rússia. Portugal é dos países que mais apontam essa responsabilidade, com 81% dos inquiridos.

Da mesma forma, Finlândia (90%), e Polónia, Suécia e Reino Unido (todos com 83%) também acusam a Rússia de ser responsável pelo conflito. Itália (56%), França (62%) e Alemanha (66%) têm percentagens mais baixas, ainda assim, a posição é maioritária.

Outro ponto que reúne consenso é o facto de a Rússia ser o principal obstáculo à paz: 87% na Finlândia, 82% na Suécia, 76% na Grã-Bretanha e 74% na Polónia. Em Portugal são 65% a defender esta premissa.

Por outro lado, quando questionados sobre o que fazer para acabar com a guerra, nota-se uma divisão com 35% dos europeus a preferir uma paz rápida e 20% a optar pelo sentido de justiça, punindo a Rússia, com 20% a oscilar entre os dois.

Portugal tem 31% de inquiridos no campo da paz, 21% no da justiça, e 30% de oscilantes entre os dois, mostra a mesma sondagem.

 

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