O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, enfrenta também agora constrangimentos no Serviço de Obstetrícia/Bloco Partos, não sendo já possível receber utentes, avança a ‘SIC Notícias’.
Segundo a estação, nos últimos dias, a unidade hospitalar esteve a receber grávidas reencaminhadas do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) e de Setúbal, enfrentando agora uma sobrecarga no serviço, que impede o recebimento de mais utentes.
Não há, para já, previsão para o restabelecimento do serviço, uma vez que o hospital atingiu o seu limite: as camas de puérperas estão todas ocupadas com grávidas de blocos de parto que fecharam.
Isto acontece numa altura em que foram vários os hospitais da Grande Lisboa que anunciaram a sua suspensão, uns já retomaram o serviço, outros não.
As urgências de obstetrícia e ginecologia do Hospital São Francisco Xavier estiveram encerradas na noite de segunda-feira, tendo reaberto esta manhã. O mesmo aconteceu no Hospital do Barreiro-Montijo.
Já no hospital Beatriz Ângelo, em Loures, o mesmo serviço esteve encerrado no fim de semana. E no Garcia de Orta, em Almada, prevê-se um encerramento do mesmo serviço esta noite, devido à falta de médicos. É já a terceira vez nas últimas duas semanas.
A médica anestesista Ângela Rodrigues espera que nos próximos meses a paralisação se estenda a mais serviços e não apenas ao de obstetrícia, como aconteceu até aqui.
“As escalas no verão vão estar desfalcadas em vários hospitais, não é só neste fum de semana, vai continuar nos meses de junho, julho, agosto e setembro”, disse em declarações à ‘SIC Notícias’.
Segundo a responsável, as contingências que foram ativadas nos hospitais, significam “que não há número de médicos suficientes em presença física e isso cria condições de insegurança para os doentes e condições de insegurança para os profissionais”.








