O ex-presidente ucraniano, Petro Poroshenko, deixou um apelo aos portugueses, para que não votem no PCP, devido à polémica na qual o partido tem estado envolvido com os refugiados e à falta de apoio que tem manifestado para com a Ucrânia.
Em entrevista ao ‘Observador’, o responsável sublinhou que “odeia a ideia de interferir na política interna portuguesa, mas quero dizer que quando fui eleito no Parlamento a maior fração política no Parlamento eram comunistas”.
“Eram mais de 200 deputados. E estou orgulhoso porque, no final do meu mandato presidencial isso mudou. Sabe quantos comunistas temos no Parlamento? Zero”, sublinhou.
Assim, deixou um apelo claro: “O meu apelo para o povo português é: não votem nos comunistas. Eles são muito prejudiciais para a vossa nação. Espalham propaganda falsa. São possivelmente símbolo da corrupção política”.
Mas as criticas não ficaram por aqui: “Eles não mantêm as suas promessas, mas acima de tudo podem ser prejudiciais para a Europa, para Portugal, para o Mundo”, alertou, citado pelo jornal.
“Por favor, não votem nos comunistas. Não porque eu odeie alguns portugueses [que votem no PCP], mas fiz o mesmo apelo na Ucrânia e isto ajudou-nos muito. Não sei como é em Portugal, mas na Ucrânia os comunistas eram a quinta coluna do Putin, muito perigosa, muito prejudicial para todos”, acrescentou.
Poroshenko disse ainda que “os políticos portugueses são entusiásticos europeístas. E a eles quero dizer que o destino e o futuro da Europa, incluindo Portugal, está a ser decidido na Ucrânia”.
“E quando vocês nos dão armas e nos dão dinheiro, não estão a apoiar a Ucrânia, estão a investir na vossa própria segurança. Tornam a vossa vida mais fácil, mais segura. E, por isso, eu apelo: ajudem-nos, para vos salvarem”, sublinhou.
O responsável explicou que “os soldados ucranianos estão a pagar um preço muito alto ao dar as suas vidas para proteger a Europa. Para proteger todo o mundo ocidental. Todos os valores ocidentais”.
“E vocês precisam de perceber isto exatamente desta forma porque se a Ucrânia perder a batalha, a seguir vai ser a União Europeia. Se a Ucrânia vencer a batalha, então haverá paz”, concluiu.








