Um antigo deputado ucraniano pediu a Vladimir Putin que use armas de destruição maciça contra o seu próprio país – o apelo, na rede social ‘Telegram’, foi realizado no passado domingo por Ilya Kiva, um político da oposição banido do Parlamento por apoiar a invasão da Rússia. Com uma imagem de uma explosão nuclear, Kiva foi explícito: “Lembrem-se! Têm medo e apenas respeitam o poder! Zelensky e a sua comitiva têm mais medo de um ataque preventivo com armas de destruição maciça. Isso é o que pode acabar com o confronto hoje, não apenas com as autoridades ucranianas mas com todo o Ocidente que participa ativa e abertamente hoje no conflito militar na Ucrânia.”
“Se alguém pensa que isso não está de acordo com as regras, lembre-se: o Ocidente escreveu essas regras no seu próprio interesse e apenas para destruí-lo de forma mais eficaz.”
As autoridades ocidentais temem que Putin possa vir a recorrer a medidas tão desesperadas num último esforço para virar a maré da guerra a seu favor, após uma série de revezes embaraçosos no campo de batalha. “Dado o potencial desespero do presidente Putin e da liderança russa, dados os reveses que eles enfrentaram até agora, militarmente, nenhum de nós pode levar de ânimo leve a ameaça representada por um potencial recurso a armas nucleares táticas”, disse William Burns, diretor da CIA.
Kiva foi eleito para o Parlamento da Ucrânia em 2019 por um partido pró-Rússia fundado pelo oligarca Viktor Medvedchuk, que concorreu sem sucesso à presidência. Viria a ser expulso logo após a invasão da Rússia, em fevereiro deste ano, por repetir a propaganda do Kremlin de que a Ucrânia foi invadida por nazis, que não tem futuro e que precisa de ser libertada por Putin. Foi acusado de traição e acredita-se que esteja escondido na Rússia, alegando que o Governo ucraniano está a tentar matá-lo.








