A Accenture divulgou recentemente um estudo intitulado “The Human Paradox: From Customer Centricity to Life Centricity”, onde inquiriu 25.000 consumidores de 22 países sobre a relevância das empresas para os seus clientes, revelando algumas dificuldades.
A principal conclusão é de que 88% dos executivos em termos mundiais identificou uma “crise de relevância” das empresas, pois os consumidores querem que estas tenham respostas mais rápidas às suas necessidades. Para além disso, esta necessidade de resposta mais rápida leva ainda a uma redução das expectativas.
Pedro Pombo, Managing Director da Accenture Song em Portugal, afirma que “os fatores externos – desde os económicos aos culturais, ambientais e políticos – estão a afetar as pessoas mais do que nunca, tornando a vida mais complicada e as decisões de compra mais multifacetadas” e assume que “há uma divisão crescente entre o que os consumidores precisam e valorizam e o que as empresas oferecem, criando um gap de relevância. Acreditamos que as empresas podem colmatar esta lacuna e antever um crescimento significativo, não se concentrando apenas na promoção do consumo, mas contribuindo de forma significativa para a vida dos clientes”.
O estudo dá ainda conta de que 67% dos inquiridos espera que as organizações não só compreendam como ainda respondam ás necessidades, que estão em constante mudança, principalmente num cenário com algumas perturbações, como o atual.
Pedro Galhardas, Managing Director da Accenture Portugal, responsável pela área de Strategy & Consulting, salienta que “as empresas precisam de alterar a perspetiva sobre os seus clientes, passando a vê-los como indivíduos em constante evolução, profundamente afetados por uma variedade de influências externas”. Para o responsável é importante que se “compreendam estes contextos para que as empresas possam delinear a melhor estratégia, oferecendo soluções mais relevantes que levem ao seu crescimento”.




