Nestlé vê vendas aumentar 9,2% no primeiro semestre, mas lucro cai 11,7%

A Nestlé divulgou esta quinta-feira os resultados do primeiro semestre, onde dá conta de que as vendas aumentaram 9,2% para 45,6 mil milhões de francos suíços (cerca de 46,59 mil milhões de euros), face a 41,8 mil milhões de francos suíços (cerca de 42,8 mil milhões de euros) no mesmo período do ano passado.

Mariana da Silva Godinho

A Nestlé divulgou esta quinta-feira os resultados do primeiro semestre, onde dá conta de que as vendas aumentaram 9,2% para 45,6 mil milhões de francos suíços (cerca de 46,59 mil milhões de euros), face a 41,8 mil milhões de francos suíços (cerca de 42,8 mil milhões de euros) no mesmo período do ano passado.

No entanto, a empresa reportou uma queda do lucro líquido de 11,7% para 5,2 mil milhões de francos suíços (cerca de 5,32 mil milhões de euros), em comparação com 5,95 mil milhões de francos suíços (cerca de 6,09 mil milhões de euros) no mesmo período do ano anterior.



A empresa dá conta de que, no período analisado, houve um aumento dos preços de 6,5% no período analisado “para refletir o custo elevado muito significativo e sem precedentes da inflação”.

Para o total do ano de 2022, a Nestlé fez uma atualização das previsões, onde espera que o crescimento orgânico das vendas seja entre 7% e 8%, uma margem do lucro operacional subjacente perto de 17%.

“No primeiro semestre do ano, conseguimos um forte crescimento orgânico e um aumento significativo dos ganhos por acção subjacentes. As nossas equipas locais implementaram aumentos de preços de uma forma responsável. O volume e o conjunto de produtos foram resilientes, baseados nas nossas marcas fortes, ofertas diferenciadas e posições de liderança no mercado. Limitámos o impacto das pressões inflacionistas sem precedentes e das restrições da cadeia de abastecimento no nosso desenvolvimento de margens através de um controlo disciplinado dos custos e eficiências operacionais. Ao mesmo tempo, os investimentos por detrás das despesas de capital, digitalização e sustentabilidade aumentaram significativamente”, disse em comunicado Mark Schneider, CEO da Nestlé.

“Estamos focados na criação de valor partilhado, tanto a curto como a longo prazo. A crescente insegurança alimentar em todo o mundo e o aumento das preocupações climáticas, na sequência de um aumento dos padrões climáticos incomuns, sublinha a importância desta direcção estratégica. ‘Bom para si e bom para o planeta’ são os dois pilares estratégicos fundamentais que a nossa empresa persegue de forma inabalável, mesmo face a desafios significativos a curto prazo”, concluiu.

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