Na conferência de imprensa digital desta segunda-feira, a CIP – Confederação Empresarial de Portugal, divulgou o o estudo de 3ª fase dos Sinais Vitais, “Expectativas face a um futuro próximo – Julho 2022”, que foi explicado por Pedro Esteves, Diretor-Executivo do FutureCast Lab do ISCTE, feito a 258 empresas.
As primeiras conclusões são que 84% das empresas considera que os apoios não são suficientes e 77% considera que são burocráticos ou muito burocráticos.
Sobre o PRR, “67% dos respondentes disseram que é pouco significativo ou nada significativo” e a maioria das empresas diz não se ter candidatado por não preencher as condições necessárias de elegibilidade.
Relativamente à forma como se está a desenvolver a atividade no tecido empresarial português, “felizmente”, 96% das empresas continuam a funcionar e o barómetro concluiu ainda que 45% das empresas indicaram um aumento das vendas e prestação de serviços das empresas, sendo que o aumento foi em média de 28%. Das que reportaram uma redução do volume de negócios, a queda foi de, em média, 32%.
Tendo em conta que está a haver um aumento generalizado dos custos por causa da inflação, 25% das empresas disse, por razões de competitividade, não ter aumentado os preços, 7% repercutiu integralmente o aumento dos custos na sua estrutura de preços e as empresas que aumentaram moderadamente os seus custos, em menos de 50%, foram 46% das inquiridas.
Dos constrangimentos experienciados na mais recente análise, 86% indicou o aumento dos custos como o mais importante, seguindo-se da escassez de mão-de-obra mencionada por 40% e o cancelamento ou redução de encomendas, 6%.
Olhando para o futuro, o barómetro indica que as expectativas das vendas para o terceiro trimestre de 2022 são positivas face ao mesmo período de 2019, pois 36% espera um aumento das vendas e 24% uma diminuição, e os indicadores mais positivos são influenciados pelos valores das grandes empresas e nas médias empresas.
“Sendo estas empresas o motor do tecido empresarial, é provável que se reflita [o mesmo] nas pequenas e micro empresas”, disse Pedro Esteves.
Sobre a política laboral, a maioria das empresas inquiridas espera manter os postos de trabalho, havendo mesmo um maior número de empresas que expressou querer aumentá-los face às que esperam diminuir.
Em termos de investimento, as expectativas para 2022 melhoraram ligeiramente e 31% pensa em investir mais do que em 2019.





