Bolsas europeias em baixa com pressões inflacionistas a forçar subida dos juros e aumentar risco de recessão

As principais bolsas europeias negociavam hoje em baixa, porque as pressões inflacionistas estão a obrigar os bancos centrais a acelerar o ritmo das subidas das taxas de juro, aumentando assim o risco de recessão.

Executive Digest com Lusa

As principais bolsas europeias negociavam hoje em baixa, porque as pressões inflacionistas estão a obrigar os bancos centrais a acelerar o ritmo das subidas das taxas de juro, aumentando assim o risco de recessão.

Cerca das 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 recuava 0,08% para 412,57 pontos.



As bolsas de Londres e Paris baixavam 0,04% e 0,46%, bem como as de Madrid e Milão, que se desvalorizavam 0,29% e 0,80%, respetivamente.

Frankfurt era a exceção, já que subia 0,23%.

Depois de abrir em alta, a Bolsa de Lisboa invertia a tendência, estando cerca das 08:45 o principal índice, o PSI, a cair 0,77% para 5.818,27 pontos.

Na quarta-feira, Wall Street terminou em baixa, na sequência da divulgação da taxa de inflação homóloga nos EUA em junho, que acelerou para 9,1%, um novo máximo de 40 anos.

A inflação nos Estados Unidos manteve a tendência ascendente e em junho atingiu 9,1%, uma taxa não registada desde 1981 e alimentada, como vem sendo habitual nos últimos meses, pelo encarecimento da energia e dos alimentos.

Depois desta taxa de inflação em junho nos EUA é natural que a Reserva Federal dos EUA (Fed) intensifique o ritmo da subida das taxas de juro para tentar travar a procura e adaptá-la à oferta, referiram analistas da Renta 4, citados pela Efe.

Entretanto, no atual cenário de elevada incerteza, o euro continuava a cair face ao dólar para mínimos desde 2001 e depois de ter atingido a paridade face à moeda norte-americana.

No outro lado do Atlântico, Wall Street terminou em baixa na quarta-feira, com o Dow Jones a cair 0,67% para 30.772,79 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.799,65 pontos, registado em 04 de janeiro deste ano.

O Nasdaq fechou a desvalorizar-se 0,15% para 11.247,58 pontos, contra o atual máximo, de 16.057,44 pontos, verificado em 16 de novembro do ano passado.

A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,0012 dólares, um novo mínimo desde janeiro de 2002, contra 1,0082 dólares na quarta-feira.

O barril de petróleo Brent para entrega em setembro abriu em baixa no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 99,04 dólares, contra 99,57 dólares na quarta-feira.

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