Putin é um “gangster”: ex-oligarca considera “erro dramático” achar que ainda se pode chegar a acordo com presidente russo

A 24 de fevereiro de 2022, a Rússia iniciou uma guerra na Ucrânia. Ao longo dos meses seguintes, a União Europeia, os Estados Unidos e o Reino Unido têm vido a aplicar sanções sem precedentes ao setor energético, meios de comunicação e indivíduos russos, incluindo oligarcas, que estejam relacionados com o financiamento da guerra.

Mariana da Silva Godinho
Junho 24, 2022
12:17

A 24 de fevereiro de 2022, a Rússia iniciou uma guerra na Ucrânia. Ao longo dos meses seguintes, a União Europeia, os Estados Unidos e o Reino Unido têm vido a aplicar sanções sem precedentes ao setor energético, meios de comunicação e indivíduos russos, incluindo oligarcas, que estejam relacionados com o financiamento da guerra.

Em entrevista à ‘euronews’, Mikhail Khodorkovsky, um ex-oligarca russo que já foi o homem mais rico do país diz que, agora, a queda de Vladimir Putin é inevitável.

“O que vejo hoje da sua parte é uma mistura de pragmatismo, ou seja, um desejo de reforçar a sua classificação eleitoral, e a emocionalidade – refiro-me a uma espécie de medo paranoico do que está a acontecer no país vizinho, medo das transformações democráticas, da independência que a Ucrânia ganhou”, começa por dizer Khodorkovsky, acrescentando que a pandemia criou em Putin a ideia de que “a Ucrânia não iria resistir, que não encontraria nenhuma resistência organizada e que talvez algumas cidades o recebessem com flores”.

Questionado sobre a possibilidade de todo este conflito não ser apenas um fracasso para o presidente russo, mas também para o Ocidente, o ex-oligarca é da opinião de que “os líderes dos principais países europeus ainda acreditam que é possível chegar a acordo sobre algo com Putin sem demonstrações de força, ou seja – partindo de uma posição fraca, de acordo com Putin. E isto é um erro dramático, porque eles não estão a falar com um líder igual a eles, estão a falar com um gangster”.

Relativamente à melhor solução para a guerra, Khodorkovsky apoia a opinião já apresentada pelo chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, que disse que “será resolvido não à mesa das negociações, mas no campo de batalha”, apesar de não descartar que, posteriormente, haverá negociações. “Mas a primeira solução será tomada logo no campo de batalha. Não há alternativa!”

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