As exportações portuguesas de bens aumentaram 17,3% e as importações subiram 29,2% em abril, face ao mesmo mês de 2021, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
“Em abril de 2022, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de +17,3% e +29,2%, respetivamente (+13,7% e +30,8%, pela mesma ordem, em março de 2022)”, apontam as estatísticas do comércio internacional do INE.
Segundo o INE, “são de salientar os acréscimos nas exportações e importações de ‘fornecimentos industriais’ (+26,7% e +29,7%, respetivamente) e de ‘combustíveis e lubrificantes’ (+95,5% e +128,4%, pela mesma ordem) ”.
“Nas exportações de abril de 2022, face ao mesmo mês de 2021, salientam-se os aumentos de ‘fornecimentos industriais’ (+26,7%) e de ‘combustíveis e lubrificantes’ (+95,5%), ambos principalmente para Espanha. Em sentido contrário, destaca-se o decréscimo nas exportações de ‘material de transporte’ (-8,2%), sobretudo para Espanha e Reino Unido”, precisa.
Já nas importações, “salientam-se o acréscimo de ‘combustíveis e lubrificantes’ (+128,4%), em parte refletindo a subida dos preços, e o aumento de ‘fornecimentos industriais’ (+29,7%), ambos provenientes principalmente de Espanha”.
Excluindo ‘combustíveis e lubrificantes’, as exportações e as importações aumentaram 13,1% e 18,5%, respetivamente (+12,3% e +21,0%, pela mesma ordem, em março de 2022).
Relativamente ao mês anterior, em abril de 2022 as exportações e as importações diminuíram 5,5% e 4,2%, respetivamente (+10,7% em ambos os fluxos em março de 2022), “o que poderá estar relacionado com efeitos de calendário, dado que abril teve menos três dias úteis do que o mês anterior”.
No mês em análise, o défice da balança comercial de bens agravou-se em 1.039 milhões de euros face ao mesmo mês de 2021, atingindo 2.445 milhões de euros.
Excluindo ‘combustíveis e lubrificantes’, o défice foi 1.493 milhões de euros, aumentando 465 milhões de euros relativamente a abril de 2021, apontou o INE.
Em abril de 2022, tendo em conta os principais países parceiros em 2021, salientam-se os aumentos das exportações e das importações com Espanha (+17,2% e +33,3%, respetivamente), sobretudo de ‘fornecimentos industriais’ e de ‘combustíveis e lubrificantes’.
O INE aponta ainda o decréscimo das exportações para o Reino Unido (-13,1%), sobretudo devido ao ‘material de transporte’ e aos ‘combustíveis e lubrificantes’, bem como a diminuição nas importações provenientes de França (-12,8%), essencialmente ‘material de transporte (Outro material de transporte – Aeronaves)’.
Numa análise ao trimestre terminado em abril de 2022, verifica-se que as exportações e as importações cresceram 16,9% e 33,9%, respetivamente, em relação ao mesmo período de 2021 (+18,2% e +37,0%, pela mesma ordem, no primeiro trimestre de 2022).
Já comparando com o trimestre terminado em abril de 2020, as exportações e as importações aumentaram 53,4% e 56,1%, respetivamente (+25,4% e +31,4%, pela mesma ordem, face ao trimestre terminado em abril de 2019).
De acordo com o INE, no primeiro trimestre de 2022 os índices de valor unitário das exportações e das importações “continuaram a registar fortes variações positivas, de 16,0% e 20,3%, respetivamente, mantendo-se a perda de termos de troca (no quarto trimestre de 2021, os aumentos destes índices tinham atingido 12,5% e 16,8%, respetivamente)”.
Excluindo os produtos petrolíferos, os índices de valor unitário registaram variações homólogas de +13,0% e +14,4%, pela mesma ordem (+10,9% e +11,2%, no quarto trimestre de 2021).
“Pelo quarto trimestre consecutivo, verifica-se uma perda nos termos de troca (preço relativo das exportações em termos das importações)”, nota o INE.
As importações registaram variações homólogas em valor positivas pelo quarto trimestre consecutivo, “em resultado, maioritariamente, da variação dos preços, com especial impacto no primeiro trimestre de 2022”.
Segundo o instituto estatístico, no primeiro trimestre de 2022, nas importações, a variação homóloga dos preços foi superior à variação homóloga em volume em vários produtos, “sobretudo os provenientes de algumas indústrias consumidoras intensivas de energia, como é o caso da indústria química, que utiliza gás natural como matéria-prima na produção de fertilizantes, ou da siderurgia”.
Analisando o total das importações excluindo os produtos petrolíferos, as variações em preço (14,4%) e em volume (14,7%) são semelhantes.
Já nas exportações, tal como nas importações, “a variação em valor resulta, maioritariamente, das variações dos preços”.
No primeiro trimestre de 2022, e tal como nas importações, a variação homóloga dos preços superou a variação homóloga em volume em vários produtos, exceto nos ‘produtos da agricultura, da produção animal, da caça e dos serviços relacionados’, em que a variação em volume foi predominante.
Excluindo os produtos petrolíferos, a variação em preço foi +13,0% e a variação em volume +3,1%.








