Sanções ocidentais sem “impacto crítico” na russa Rosatom, afirma empresa

As sanções impostas pelos países ocidentais à Rússia não têm tido um “impacto crítico” nas operações de indústria nuclear russa, disse o grupo Atomenergoprom, que faz parte da empresa estatal Rosatom.

Mariana da Silva Godinho

As sanções impostas pelos países ocidentais à Rússia não têm tido um “impacto crítico” nas operações de indústria nuclear russa, disse o grupo Atomenergoprom, que faz parte da empresa estatal Rosatom.

A informação é avançada pela agência ‘RIA Novosti’ que cita um relatório onde é dito que “as sanções impostas não têm um impacto crítico nas atividades realizadas pelo grupo e não aumentam significativamente os riscos financeiros”.



Recorde-se que a companhia elétrica finlandesa Fennovoima anunciou no início de maio que rescindiu o contrato com a empresa estatal russa Rosatom para a construção de um reator nuclear na nova central Hanhikivi 1 localizada na costa oeste da Finlândia.

A Fennovoima justificou a decisão referindo-se a “importantes atrasos e incapacidade da RAOS Project (empresa subsidiária da Rosatom) para entregar o projeto” de construção e instalação a que se somam também os riscos relacionados com a invasão militar da Ucrânia.

“Registaram-se significativos atrasos durante os últimos anos. A guerra na Ucrânia agravou os riscos do projeto. A RAOS não conseguiu mitigar nenhum dos riscos”, indica a companhia elétrica finlandesa através de um comunicado.

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