“Cunhar uma moeda é ato de soberania e também de cultura”, disse Administrador da Casa da Moeda

Alcides Gama avançou que será posta em circulação uma nova moeda, com o valor facial de 7,50 euros, até ao final desta semana. A moeda assinala os 111 do ISEG e a sua distribuição ao público será feita através de instituições de crédito e das tesourarias do Banco de Portugal.

Filipe Pimentel Rações

Alcides Gama avançou que será posta em circulação uma nova moeda, com o valor facial de 7,50 euros, até ao final desta semana. A moeda assinala os 111 do ISEG e a sua distribuição ao público será feita através de instituições de crédito e das tesourarias do Banco de Portugal.

No contexto das celebrações dos 111 anos do Instituto Superior de Economia e Gestão, esta segunda-feira, em Lisboa, o Administrador da Imprensa Nacional – Casa da Moeda explicou que a moeda “é cunhada em três acabamentos”: um que permitirá que seja trocada normalmente no mercado financeiro, outro em prata de lei que será vendida no mercado dos colecionadores, e um terceiro formato exclusivo, produzido num quilograma de prata, este com 120 moedas planeadas.



“A emissão da moeda é fruto de várias vontades: do Estado, que emite a moeda, do Banco de Portugal, que põe a moeda em circulação, e da Casa da Moeda, que cria, cunha e vende a moeda.” A face da moeda conta com o rosto da divindade romana Mercúrio, deus do comércio, da velocidade e da riqueza.

Mário Centeno, Governador do Banco de Portugal, subiu ao palco das celebrações dos 111 anos do ISEG e começou por sublinhar que para um Governador de um banco central “falar de moeda nos dias que correm é um exercício difícil”, numa clara alusão à atual conjuntura inflacionária.

Falando sobre o papel do ISEG no crescimento dos estudantes enquanto cidadãos e profissionais do futuro, Centeno afirmou que “aquilo que cresce agora na Europa e no mundo é a inflação”. Declarou que “já tínhamos outras fontes de preocupação”, mas que a inflação hoje “está no centro das nossas vidas”.

O ex-ministro das Finanças disse que a moeda comemorativa agora apresentada reflete o passado, mas também remete para o presente, porque no momento em for colocada no mercado vai transmitir os contornos do “momento complexo que vivemos”. Centeno explicou que o valor de 7,50 euros é um valor que se verá reduzido sob o peso da inflação.

“Estou certo de que Mercúrio, agora que circula nos nossos bolsos, ficará para sempre a observar aquilo que significará a normalização da política monetária”, apontou, acrescentado que “os ensinamentos e conhecimentos acumulados de crises anteriores” deverão orientar a política monetária no atual quadro de inflação.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.