Política de “tolerância zero” da China para combater Covid-19 afasta empresas americanas e europeias

As câmaras do comércio dos Estados Unidos e da União Europeia na China dizem que as empresas estão a reconsiderar os seus investimentos nesse país asiático. Subsistem preocupações sobre os impactos negativos que os confinamentos estão nos seus negócios, numa quadro de grande incerteza.

Filipe Pimentel Rações

As câmaras do comércio dos Estados Unidos e da União Europeia na China dizem que as empresas estão a reconsiderar os seus investimentos nesse país asiático. Subsistem preocupações sobre os impactos negativos que os confinamentos estão nos seus negócios, numa quadro de grande incerteza.

O presidente da Câmara de Comércio Americana na China explicou à ‘Bloomberg’ que os confinamentos em várias cidades para combater surtos de coronavírus, incluindo em Xangai, que alberga o porto mais movimentado do mundo, deverão causar o decréscimo do volume de investimento de empresas norte-americanas no país, ao longo dos próximos cinco anos.



Michael Hart explicou, no entanto, que isso não implica que as empresas vão começar a abandonar de imediato o mercado chinês. Mas as empresas deverão começar a procurar alternativas aos fornecimentos vindos da China, para minimizar as perturbações nas suas cadeias de abastecimento.

Por outro lado, a Câmara de Comércio da União Europeia salienta que vários dos seus membros estão a suspender os seus planos de investimento e começam a considerar deixar o país.

Massimo Bagnasco, vice-presidente da Câmara de Comércio da União Europeia na China, explica, de acordo com o mesmo órgão de comunicação social, que a incerteza é a principal causa das preocupações das empresas e que não é possível prever a duração dos confinamentos na China, nem saber que cidades serão afetadas.

Um inquérito divulgado no dia 12 de maio pela Câmara de Comércio Alemã na China revela que 28% dos seus funcionários estrangeiros têm planos para deixar o país devido às políticas chinesas para combater a Covid-19. Ainda, o relatório demonstra que 73% das empresas detêm operações em zonas em total ou parcial confinamento, com especial destaque para a região de Xangai.

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